Ministro do Ambiente afirma que áreas protegidas são territórios de esperança

Celebra-se hoje, 22 de maio, Dia Mundial da Biodiversidade. Sobre a efeméride, o ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática, Augusto Idrissa Embaló, proferiu uma mensagem alusiva à data, na qual afirmou que áreas protegidas são territórios de esperança e resiliência para um povo, estimando que 26,3% do território nacional esteja protegido.

A efeméride comemora-se internacionalmente sob o lema “Agindo localmente para um impacto global”.  

Na sua mensagem, disse que este tema relembra que as grandes transformações globais começam com ações concretas ao nível local, salientando que cada floresta protegida, cada praia conservada, cada comunidade mobilizada contribui para a proteção do planeta e para o futuro da humanidade.

“Os governos têm um papel central nesta missão, mas o seu sucesso depende igualmente do envolvimento ativo das comunidades locais, das mulheres, dos jovens, universidades, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil, todos comprometidos com a proteção da natureza”, referiu Embaló.

O ministro afirmou que a Guiné-Bissau, apesar da sua pequena dimensão, possui uma biodiversidade de importância mundial.

Mostrando a importância dos mangais, florestas, zonas húmidas e ecossistemas marinhos, o governante lembra que estes desempenham um papel essencial na conservação da natureza e na luta contra às alterações climáticas.

“Hoje podemos afirmar, com orgulho, que várias ações desenvolvidas na Guiné-Bissau têm produzido impactos reconhecidos globalmente”.

Ambiente-1 Ministro do Ambiente afirma que áreas protegidas são territórios de esperança

Falando das espécies, disse que a conservação das tartarugas marinhas, particularmente a verde, constitui um dos exemplos mais marcantes do esforço coletivo.

“Graças ao trabalho conjunto que envolve o Governo, Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas, comunidades locais, universidades, centros de pesquisa, parceiros e organizações da sociedade civil foi possível proteger os habitats de reprodução, sendo hoje reconhecidos sinais de recuperação de determinadas populações de tartaruga verde a nível internacional.

Para o governante, o reconhecimento internacional do Arquipélago dos Bijagos como Património de valor universal excepcional é um motivo de orgulho nacional, mostrando que conservação da biodiversidade pode caminhar lado a lado com a valorização das comunidades e das tradições locais.

A Guiné-Bissau registou, igualmente, progressos importantes na expansão do seu sistema nacional de áreas protegidas. Atualmente, cerca de 26,3 por cento do território encontra-se protegido, o que segundo Idrissa Embaló, reafirma o compromisso do país com os objetivos globais de conservação da biodiversidade.

Considerou que as áreas protegidas não representam apenas espaços de conservação. São territórios de esperança, de resiliência, de proteção das pescas, preservação cultural e de desenvolvimento sustentável para milhares de famílias guineenses.

Idrissa Embaló defendeu que celebrar a biodiversidade não deve ser apenas um ato simbólico. Deve constituir um compromisso coletivo e permanente, com educação ambiental, a investigação científica, o reforço das áreas protegidas e, sobretudo, na mobilização da juventude.

Aliu Baldé

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