O ministro da Indústria, Transformação e Promoção dos Produtos Locais anunciou que o governo está a projetar a criação do Instituto Nacional de Qualidade e Metrologia, para facilitar àquilo que chama de observância das normas técnicas, universalmente aceites.
Em mensagem proferida nesta quarta-feira, dia 1, para assinalar a iniciativa “Outubro, mês do consumo local”, Florentino Fernando Dias disse que, com uma visão estruturada e alinhada à estratégia nacional de desenvolvimento e com instrumentos orientares da sub-região e da África, os produtos da Guiné-Bissau terão o seu “devido e merecido” espaço no nosso modus vivendi (modo de vida).
“A Guiné-Bissau, devido o seu elevado potencial no setor agrário e, com efeito, a sua vasta gama de produtos, deve apostar na valorização destes, agregando valores e contribuindo para dinamizar a economia, com impacto direto na elevação da taxa de emprego da nossa população e a melhoria de qualidade de vida do nosso povo”, aconselha.
Deu conta que a visão do executivo é ancorada “na firme convicção” e compromisso de abrir um novo horizonte, inadiável e contínuo, que marcará uma nova era em demais setores da vida pública nacional.
No entanto, o ministro convidou a todos a darem uma especial atenção aos produtos locais (inhame, mandioca, pepino, fole, veludo, manga, batata, caju), vendo neles uma oportunidade de fazer bem à saúde.
Por outro lado, Florentino Dias garantiu que o executivo aproveita o período em que se assinala o mês de consumo de produtos locais, para lançar um conjunto de iniciativas e ações governativas, com vista a destacar a qualidade e o valor dos produtos nacionais, despertar a consciência sobre a qualidade e o valor nutritivo dos alimentos produzidos localmente.
Acrescentou que o governo pretende ainda promover às produções artísticas, como forma de aumentar as rendas, num combate frontal à pobreza, bem como impulsionar um estilo de vida e de consumo saudável e acessível a todos os extratos da nossa sociedade.
“A consciência dos desafios colossais, desde a produção, conservação/transformação, escoamento, mercados e consumo, equilibrando, em outra face, a qualidade a capacidade financeira das populações e o rendimento do negócio, associadas às várias desvantagens competitivas com outros Estados sub-regionais, requer uma política mais assertiva, constante e robusta. É isso que pretendemos e vamos fazer, enquanto responsáveis políticos do setor”, assegurou.
O “Outubro, mês de consumo de produtos locais” foi instituído em 2019 pela União Económica e Monetária Oeste Africana. Este ano, o lema das celebrações é “Consumir localmente, fator de desenvolvimento das cadeias de valor regionais competitivas da UEMOA”.
Ibraima Sori Baldé
