Projeto ReLiMa reforça combate aos lixos marinhos

O Projeto ReLiMa (Redução de Lixos Marinhos na Guiné-Bissau) foi oficialmente lançado no passado dia 28 de julho, durante um workshop, que reuniu representantes de instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil, parceiros internacionais e especialistas em ambiente, com o objetivo de reforçar a proteção dos ecossistemas costeiros e marinhos do país.

Na cerimónia de abertura foi destacado que a poluição por resíduos marinhos, sobretudo plásticos, constitui uma das principais ameaças à biodiversidade, afetando a pesca, o turismo, a navegação, a saúde pública e os meios de subsistência das comunidades costeiras.

Segundo os promotores, a Guiné-Bissau, com mais de 300 quilómetros de costa, extensos mangais e o Arquipélago dos Bijagós, classificado como Reserva da Biosfera pela UNESCO, enfrenta desafios crescentes relacionados com a acumulação de resíduos sólidos nos ecossistemas marinhos.

O projeto é executado pela ONG Tiniguena, em parceria com a Universidade de Rostock e a BlackForest Solutions GmbH, e pretende fortalecer a governação ambiental, aumentar o conhecimento científico sobre os lixos marinhos, reforçar as capacidades nacionais e promover soluções sustentáveis para a gestão de resíduos.

Tiniguena Projeto ReLiMa reforça combate aos lixos marinhos

A iniciativa prevê igualmente o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes, o incentivo à economia circular e a promoção de práticas sustentáveis de produção e consumo, contribuindo para reduzir a poluição na origem. Durante o workshop, foi ainda sublinhado que o sucesso do projeto dependerá da colaboração entre todos os intervenientes do projecto.

O Ministério do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática, através do diretor-geral do Centro de Resíduos e Produtos Químicos, Pier Infali Cassamá, reafirma o seu compromisso em apoiar iniciativas de conservação dos ecossistemas marinhos e costeiros, considerando que a proteção dos mares representa um investimento estratégico para a economia nacional, a segurança alimentar, a pesca, o turismo sustentável e o bem-estar das futuras gerações.

Adelina Pereira de Barros

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *