O Instituto da Biodiversidade e das Areas Protegidas (IBAP), em parceria com a Parceria Regional para a Conservação da Zona Costeira e Marinha (PRCM), lançaram hoje, dia 23 de Julho, o livro denominado “Tartarugas Marinhas da Africa Ocidental”.
A referida obra literária que contou com 122 página, constitui uma importante contribuição científica e técnica para a conservação das tartarugas marinhas na áfrica ocidental e representa uma oportunidade para sensibilizar a sociedade para a proteção da biodiversidade marinha e dos ecossistemas costeiros.
O ato do lançamento foi presidido pelo ministro do Ambiente e Ação Climática, Carlos Pinto Pereira considerou que as tartarugas marinhas constituem um dos maiores símbolos da biodiversidade da África Ocidental.
O governante disse que são espécies que todos os anos percorrem milhares de quilómetros entre continentes, ligando ecossistemas, oceanos e povos. “Elas lembram-nos uma verdade fundamental: a natureza não conhece fronteiras”.
No seu entender, a conservação exige solidariedade, cooperação e visão regional e internacional. “A Guiné-Bissau orgulha-se de desempenhar um papel central neste esforço colectivo”.

Por seu turno, em representação do Parceria Regional para a Conservação da Zona Costeira e Marinha, Rui Andrade afirmou que a Guiné-Bissau constitui um exemplo extraordinário desta visão.
De acordo com Andrade, o Arquipélago dos Bijagós representa um dos mais importantes complexos de biodiversidade marinha da África.
Reconhecido como Reserva da Biosfera, Sítio Ramsar e Património Mundial, este território, alberga habitats essenciais para tartarugas marinhas, peixes-boi, golfinhos, tubarões, raias, aves migratórias e extensos mangais que desempenham um papel determinante na mitigação das alterações climáticas.
Para a directora do IBAP, Aissa Regalla de Barros, esta obra representa um importante contributo cientifico, reunindo conhecimentos e experiências dos sete países da PRCM.
“Constitui uma referência essencial para compreender melhor a distribuição, as migrações e os desafios de conservação das tartarugas marinhas na África Ocidental”.
A responsável máxima do IBAP disse que o reconhecimento do Arquipélago dos Bijagós como Património Mundial Natural reforça ainda mais a responsabilidade de continuarmos a investir na ciência, na formação de técnicos nacionais e na gestão baseada em evidências.
Igualmente, afirmou que para o IBAP, o conhecimento científico deve servir para orientar a gestão das áreas protegidas e fortalecer as medidas de conservação destas espécies.
De salientar que o livro reúne o conhecimento científico e a experiência de investigadores dos sete países da PRCM.
A obra apresenta uma visão abrangente sobre o estado de conservação, a ecologia e a dinâmica das populações de tartarugas marinhas, constituindo uma importante referência para a promoção da investigação e da conservação na região.
Fulgêncio Mendes Borges
