O ministro da Comunicação Social disse que celebrar os 51 anos do Jornal Nô Pintcha é reconhecer o percurso de um órgão que acompanhou momentos decisivos da história da Guiné-Bissau, registando conquistas, desafios e transformações da nossa jovem nação.
Segundo Abdurahame Turé, o Nô Pintcha não é apenas um meio de comunicação, é parte integrante da memória viva da Guiné-Bissau.
O reconhecimento de Ture foi registado quando presidia a cerimónia comemorativa dos 51 anos do Jornal Nô Pintcha, em Bissau.
Na ocasião, o ministro demostrou o quanto o Nô Pintcha é especial, pelo que deve ser acarinhado por todos a começar pelo Estado, seus profissionais e por toda a sociedade.
“Preservar e fortalecer o Nô Pintcha é preservar uma parte essencial da nossa identidade nacional”.
Na opinião do governante, é fundamental que haja união em torno dos objetivos básicos do jornal, isto é, informar com rigor, isenção e responsabilidade, promover os valores democráticos e contribuir para a estabilidade e o desenvolvimento do país.
Reflexão profunda
Por sua vez, o diretor-geral do Jornal Nô Pintcha informou que este ano, o momento nos convida a uma reflexão profunda sobre o nosso desempenho enquanto fazedores de opinião pública, sobretudo no contexto atual, em que o paÍs observa um período de transição.

Contudo, Adulai Djaló lembrou que no ano passado foi celebrado o 50º aniversário com um programa recheado de atividades, nomeadamente conferências, exposição fotográfica, torneio de futsal, ficando por realizar uma gala de confraternização no futuro.
Djaló acrescentou que as autoridades de transição estão empenhadas na criação de condições objetivas para o retorno à normalidade constitucional, vontade essa já manifestada com a marcação da data da realização de eleições gerais, previstas para 6 dezembro do corrente ano.
Nesta senda, assegurou que a contribuição de cada guineense, instituição pública ou privada, organização política ou social é crucial para equacionar o problema e achar soluções que nos conduzam ao império de reconciliação e unidade nacional.
“Nesta perspetiva, incumbe-nos, enquanto profissionais de imprensa, renovar o nosso compromisso com a verdade, rigor, isenção e transparência, exercendo, acima de tudo, um jornalismo virado ao desenvolvimento que o povo guineense tanto almeja. O nosso lema é informar com total isenção e imparcialidade, abdicando conteúdos suscetíveis de gerar conflitos ou violência gratuita”, garantiu o responsável.
Julciano Baldé
