Arranca recenseamento geral da população e habitação

O Governo de Transição procedeu hoje, 1 de junho, em Bissau e simultaneamente em todas as regiões à abertura oficial do quarto Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH4), que visa recolher e digitalizar informações demográficas e habitacionais essenciais junto das famílias e comunidades, respondendo às questões: quantos e quem somos e como e onde vivemos, processo que vai decorrer até dia 21 do corrente mês.

O Primeiro-Mnistro, Ilídio Vieira Té, presidiu a cerimónia de abertura deste evento, tendo com ele dado o ato simbólico do recenseamento em que respondeu um conjunto de questões colocadas por um dos inquiridores.

No seu discurso, o chefe do Governo afirmou que nenhum país pode planificar adequadamente seu futuro sem conhecer, com rigor, a sua realidade demográfica, social e habitacional. Por isso, apelou aos cidadãos a responder com sinceridade e responsabilidade às questões dos inqueridores.

De igual modo, referiu que nenhum executivo pode conmstruir, hospitais, escolas, estradas, sistema de abastecimento de água ou política de habitação sem préviamente dispor de informações fiáveis sobre a população a que serve.

Vieira Té sublinhou que o recenseamento geral da população e habitação representa um investimento direto no futuro do país. Lembrou que o último senso populacional remonta de há vários anos. Desde então, mudaram as dinámicas populacionais, movimentos migratórios, necessidades sociais, desafios económicos bem como as exigências do desenvolvimento, daí a necessidade de atualizar os dados do país.

O Primeiro-Ministro deixou claro que o recenseamento não tem qualquer finalidade fiscal, policial, judicial ou política.

Declarou que as informações recolhidas são confidenciais e protegidas pela lei, assegurando que nenhum dado pessoal será utilizado para qualquer outro propósito que não seja para a produção estatística nacional.

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De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estatistica (INE), Roberto Vieira, o governo já disponibilizou todos os meios necessários para a operacionalização do processo.

“Já temos todos os materiais necessários e técnicos à altura disponíveis para iniciarmos esse importante processo, incluindo as zonas insulares de difíceis acesso, já dispomos de 11 vedetas rápidas”, assegurou.

Por sua vez, a representante residente do Banco Mundial, entidade que disponibilizou cerca de 10 milhões de dólares para esse processo, afirmou que nenhum Estado moderno consegue planear o seu futuro sem dados fiáveis e atualizados.

Rosa Brito disse que essa necessidade torna-se ainda mais evidente quando recordamos que o último recenseamento da Guiné-Bissau data de 2009.

Ela espera que os resultados desta operação sejam determinantes nos setores de educação, saúde e das infraestruturas e acredita que vão ajudar a reduzir as desigualdades entre as regiões e garantir que os serviços públicos cheguem a quem mais precisa.

“Serão os dados desse recenseamento que permitirão respeonder às perguntas como: onde construir novas escolas? Como expandir o acesso aos serviços de saúde? Quais as regiões que precisam de maior investimento em infraestrutura? Entretanto, estamos confiantes de que esta iniciativa abrirá o novo capítulo para a Guiné-Bissau em políticas mais informadas, instituições mais fortes e oportunidades mais justas para todos os cidadãos”, rematou representante do Banco Mundial.

O representante residente do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) declarou que o sucesso deste recenseamento é um compromisso coletivo e um contrato social baseado na confiança.

Zalha Assoumana dá muita importancia ao processo, considerando que um recenseamento não é um simples exercício de contagem, mas sim pilar fundamental da soberania estatística de qualquer nação.

Entretanto, para o recrutamento dos agentes que vão ao terreno, o Executivo lançou um concurso público, para o qual concorreram cerca de 10 mil interessados para cerca de cinco mil vagas necessárias entre as quais, nove coordenadores regionais, 46 de setores, 664 controladores, 145 supervisores de zona, 42 supervisores setorias, 2987 agentes recenseadores, equipa de logistica e de motoristas.

Aliu Baldé

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