A Guiné-Bissau acolhe, de 13 a 18 de julho, a XV Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), um encontro aguardado com muita expetativa pelos guineenses. Sobre o assunto, o Nô Pintcha conversou com algumas personalidades:
Bamba Coté – presidente do Conselho de Administração da ARN

A receção da Cimeira da CPLP representa um marco histórico para a Guiné-Bissau e é fruto direto do empenho e da liderança do Presidente da República, Sua Excelência General Umaro Sissoco Embaló, bem como do trabalho coordenado do Governo.
O evento eleva significativamente a imagem do país, demonstrando que a Guiné-Bissau está preparada para assumir um papel ativo nas dinâmicas multilaterais. Com esta cimeira, podemos reafirmar-nos como um Estado comprometido com os valores da democracia, da cooperação e da solidariedade no espaço da CPLP.
A cimeira reforça, de forma concreta, os laços de cooperação com os países irmãos da CPLP, graças à diplomacia ativa conduzida pelo Presidente da República e à atuação estratégica do Governo, que têm colocado a Guiné-Bissau numa posição central nas agendas regionais e internacionais.
Durante essa reunião, serão criadas oportunidades reais para a assinatura de novos acordos, a consolidação de parcerias e o lançamento de iniciativas conjuntas nas áreas prioritárias para o desenvolvimento nacional, como a saúde, educação, proteção social, agricultura e transição digital.
Estes avanços são possíveis, porque hoje, o país tem uma liderança política que inspira confiança e que trabalha com visão e determinação, para colocar a Guiné-Bissau no lugar de destaque que merece dentro da CPLP.
O meu apelo é claro: a todos os guineenses, independentemente das suas opiniões políticas, peço que vejam esta cimeira como um momento de união e de afirmação nacional. A realização da Cimeira da CPLP em Bissau é, acima de tudo, o reconhecimento internacional dos progressos que o nosso país tem feito sob a liderança firme do Presidente General Umaro Sissoco Embaló.
É normal que existam vozes críticas, isso faz parte da democracia. Mas não podemos permitir que discursos de dúvida ofusquem o orgulho que todos devemos sentir ao acolhermos, pela primeira vez, os mais altos representantes dos países irmãos de língua portuguesa em solo guineense. A Guiné-Bissau está pronta. O mundo está a ver.
Fatumata Baldé – cidadã comum

Acho que a realização da XV Cimeira da CPLP constitui prova contrária das desinformações postas a circular nas redes sociais, em como as alegadas instabilidades políticas vigentes na Guiné-Bissau não favoreciam o acolhimento desse meeting.
Portanto, os países membros da CPLP dispõem de quadros à altura e com competências de descobrir antecipadamente situações que inviabilizariam, se necessário, a organização da referida reunião aqui em Bissau.
As vantagens vão ser enormesm pois, o nosso país, para além da subida das receitas nos hotéis, vai puder proporcionar mais parcerias ao longo termo com os seus homólogos nas diversas áreas de desenvolvimento. O povo é que sairá a ganhar.
Abduramane Djaló – jornalista

Penso que esse encontro constitui um ganho importante, na medida em que trará mais confiança e visibilidade para a Guiné-Bissau, sem deixar de lado os benefícios económico e diplomático.
Perante isso, hoje em dia, podemos orgulhar-nos com a figura do Chefe de Estado, que está à altura dos desafios do país. Isto porque consegue abrir muitas portas em prol dos nossos benefícios e, consequentemente, a partir do dia 18 de Julho, passa a assumir a presidência da CPLP.
Entretanto, os opositores políticos tinham de falhar nas suas tentativas, porque estão a combater distraidamente Umaro Sissoco Embaló, uma figura com mais peso e influência a nível internacional.
Nesta ordem de ideias, já que estamos nas vésperas da histórica Cimeira da CPLP, apelo mais coesão, entendimento e perdão entre nós, para transmitirmos uma imagem positiva do país, tendo em conta que somos pouco mais de dois milhões. Portanto, já é hora de os guineenses, sem exceção, compreenderem o quanto o Presidente da República está disposto a abrir mais portas à Guiné-Bissau.
Bubacar Dafé – diretor-geral de Estudo de Fiscalização de Obras Hidráulicas do Ministério dos Recursos Naturais

No meu ponto de vista, esse encontro vai trazer muitos benefícios no domínio da cooperação bilateral, comercial, do investimento público, entre outros.
O país acolhe pela segunda vez, a Cimeira da CPLP, numa altura em que os opositores políticos faziam de tudo para abortar sua concretização, sob pretexto de a Guiné-Bissau não reunir condições e que o Chefe de Estado, alegadamente, não preencher o requisito de assumir a presidência rotativa da organização.
Mas isso não passa de utopia, razão pela qual, toda essa investida foi superada e que, finalmente, a CPLP concluiu que tanto o país quanto ao Presidente da República tem as condições de presidir essa organização, pois, já liderou a CEDEAO.
Os benefícios da Guiné-Bissau receber a Cimeira da CPLP são enormes, visto que contribuirá no crescimento económico, na promoção do turismo, na infraestruturação do país, no fortalecimento institucional, entre outros. Aliás, a querida Guiné-Bissau vai atrair investimento direto nesse encontro.
Quanto ao domínio de cooperação internacional, a Guiné-Bissau pode enveredar pela troca de experiência tecnológica, pesca, energia renovável e agricultura com os membros da comunidade lusófona.
Julciano Baldé
