Governo e parceiros juntos na promoção de gestão sustentável da pesca

O Ministério das Pescas e Economia Marítima, através do Instituto Nacional de Investigação das Pescas e Oceanografia (INIPO), realizou hoje, dia 11, um ateliê de validação do Plano de Gestão das Pescas para stocks partilhados de sardinellas aurita e maderensis e ethmalosa fimbriata (Djafal).

Ao presidir a cerimónia de abertura, a ministra Virgínia Pires Correia lembrou que em 11 de novembro de 2024, a FAO, em parceria com o INIPO, lançou oficialmente o projeto nacional intitulado “Apoio à implementação da abordagem ecos sistémica das pescas para a gestão das pescarias”, que visa os stocks partilhados de sardinellas na África do Noroeste, cujo resultado vai ser validado nesse encontro.

Segundo a governante, o ateliê tem como objetivos promover a gestão sustentável da pesca da sardinellas, fortalecer os sistemas de gestão das pescarias que exploram os stocks partilhados de sardinellas e reforçar as capacidades técnicas, institucionais e operacionais das estruturas competentes e das partes interessadas envolvidas na gestão das pescarias, de modo a promover a implementação efetiva da abordagem ecossistémica de pesca, contribuindo para a conservação dos recursos marinhos, a utilização sustentável dos ecossistemas aquáticos e o fortalecimento da governação dos oceanos.

Para Virgínia Pires Correia, as sardinellas são recursos de elevada importância para a segurança alimentar e nutricional das populações no país e da sub-região, pois abundam na eco-região e são relativamente menos caros e acessíveis às camadas mais vulneráveis.

Realçou o engajamento do governo na manutenção e sustentabilidade dos recursos da pesca e, neste caso concreto, dos stocks de pequenos pelágicos costeiros, com a medida recente de interdição de todo o processo de fabricação de farinha e óleo de peixe, bem como de todas as práticas de pesca ligadas a essa produção.

Apoios da FAO continuam

Por sua vez, o representante da FAO, Mohammed Hama Garba, reafirma o compromisso da sua organização em continuar a prestar apoio técnico e financeiro ao governo, para que esse plano de ordenamento se torne um verdadeiro instrumento de mudança ao serviço das gerações futuras.

“Ao validar hoje este plano, a Guiné-Bissau envia um sinal forte: o de um país que escolhe a ciência, o diálogo, a participação das comunidades e a cooperação regional para garantir o futuro dos seus recursos marinhos e das populações que deles dependem”, assegurou.

Alfredo Saminanco

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