A Associação das Mulheres em Serviço nos Órgãos da UEMOA (AFSU) organizou hoje, em Bissau, um seminário de informação e sensibilização sobre a livre circulação de pessoas e bens, bem como a igualdade de tratamento de estudantes no espaço comunitário.
Esta ação de formação é destinada aos estudantes da Universidade Amílcar Cabral (UAC), principalmente a camada feminina, visando contribuir para o melhor conhecimento dos dispositivos e as oportunidades oferecidas pela organização comunitária, tais como o Programa de Bolsas de Excelência, destinado a formações académicas e de pesquisas.
Ao presidir a abertura dos trabalhos, a ministra da Mulher e Solidariedade Social lembrou que a União Económica e Monetária Oeste Africana é fundada em valores de solidariedade, paz e prosperidade partilhada.
Assim, Khady Florence Correia disse que a livre circulação de pessoas, bens, serviços e o direito de estabelecimento constituem pilar essencial do processo de integração da UEMOA.
Segundo a governante, as Bolsas de Excelência da UEMOA reforçam a mobilidade intra-regional dos estudantes da união assegurando-lhes simultaneamente uma igualdade de tratamento.
A seu ver, na Guiné-Bissau, a mulher continua a enfrentar, com coragem, o estigma e a desigualdade do género, para conquistar os seus direitos. Disse que a mesma deve ser aproveitada para destacar a sua “contribuição considerável”, valorizar a sua imagem, reforçar as suas capacidades e traçar-lhe um “caminho de excelência” na sociedade.
É nesse quadro que, segundo a ministra, o governo elege ações promotoras do respeito pelos direitos da mulher, através de adoção e implementação de programas que visam criar condições para o seu empoderamento e autonomização.
Atenção especial às raparigas

O comissário do Departamento de Desenvolvimento Humano da UEMOA, na sua intervenção, reconheceu que, apesar dos progressos alcançados, em relação à eliminação de obstáculos para a mobilidade dos cidadãos e facilitar as trocas económicas entre os países, ainda persistem desafios, sobretudo no que diz respeito à informação, compreensão das disposições comunitárias e a implementação efetiva no terreno.
Por conseguinte, o guineense Mamadu Serifo Jaquité adiantou que é fundamental reforçar as atividades de sensibilização em benefício das diversas partes interessadas.
Citando um dos tratados da organização, referiu que a UEMOA implementa ações comuns, visando criar quadro favorável ao reforço do papel da mulher na integração regional e desenvolvimento económico e social dos Estados membros.
Regozijou-se com o facto de, na Guiné-Bissau, as mulheres representarem mais de 51 por cento dos beneficiários das Bolsas de Excelência, um nível superior à média regional, que é de 31,94%.
“Além disso, promover a igualdade de tratamento para estudantes da região comunitária faz parte de uma dinâmica para construir um espaço regional de ensino superior mais integrado, inclusivo e competitivo”.
Para Serifo Jaquité, isso envolve garantir a todos os estudantes da União condições justas de acesso, inscrição e formação em instituições de ensino superior em todos os Estados-membros.
Neste sentido, garantiu que é dada especial atenção às mulheres jovens, a fim de fomentar a sua mobilidade académica e a sua plena participação no desenvolvimento do capital humano da União.
A AFSU foi fundada no dia 7 de fevereiro de 2013 por mulheres que trabalham nos órgãos da UEMOA para criar uma estrutura de intercâmbio, partilha de iniciativas e compromisso das autoridades da Comissão com os direitos das mulheres.
Os seus principais objetivos são fomentar um ambiente de trabalho favorável, promover o desenvolvimento pessoal e aprimorar a imagem e as capacidades das mulheres nos órgãos da organização sub-regional, assim como ter a iniciativa e contribuir para todas as ações que possam auxiliar as mulheres na comunidade.
Ibraima Sori Baldé
