“Declarações do Primeiro-Ministro timorense são delírio de quem sofre de amnésia conveniente”

O porta-voz do Conselho Nacional de Transição considerou, hoje, dia 13, que as declarações do Primeiro-Ministro do Timor-Leste não são apenas um erro diplomático, mas o delírio de quem sofre de amnésia conveniente.

A reação de Fernando Vaz foi registada numa conferência de imprensa, cuja finalidade é reagir às recentes declarações do Primeiro-Ministro do Timor Leste, Xanana Gusmão, sobre a Guiné-Bissau.

“Ao chamar Estado falhado, a uma nação soberana, o atual Primeiro-Ministro de Timor-Leste demonstra o quão rural é, e que a idade não lhe trouxe sabedoria, mas sim, o agravar da sua demência”, afirmou.

Comandante de Bordel

Segundo o porta-voz do CNT, é preciso refrescar a memória deste “suposto herói” (Xanana Gusmão), lembrando que a Guiné-Bissau foi libertada por homens que morreram no mato, não por figuras de opereta. Aproveitou o momento para lembrar que, enquanto os heróis guineenses tombavam em combate, “Xanana Gusmão cobria-se de glória numa casa de prostituição”.

“Ser capturado escondido entre lençóis, fugindo às suas responsabilidades de comando, não faz de ninguém um estratega; faz dele um cobarde sem honra, portanto, não tem autoridade moral, nem estatura militar, para dar lições de dignidade ou de governação a um povo que conquistou a sua independência com sangue real no campo de batalha”.

Estado fachadoa

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O porta-voz do CNT afirmou que o Timor-Leste, sob o comando de Ramos Horta e Xanana Gusmão, é pouco mais do que um protetorado que vive de joelhos, mendigando validação internacional.

Antes de qualificar a Guiné-Bissau como falhada, adianta, Xanana deveria reler a crónica do seu próprio país, um Estado fachada, que “nasceu da dependência absoluta e que sobrevive sob tutela de potências externas”.

Perante tudo isso, Fernando Vaz esclareceu que um país que “passou anos mergulhado em crises internas profundas, instabilidade e intervenções estrangeiras” não tem legitimidade para “exportar diagnósticos de fracasso”.

Dupla de charlatães

No entanto, Vaz disse que a pretensão do Timor-Leste ao assumir a presidência da CPLP, não é uma oportunidade de união, mas o anúncio de um funeral moral para a organização, tendo questionado como pode uma comunidade que se diz de “países irmãos” ser liderada por “uma dupla de marginais políticos” que alternam entre o cinismo diplomático e a demência senil.

Por fim, aquele responsável assegurou que a Guiné-Bissau é um Estado soberano, forjado na luta de libertação nacional e não aceita ser diminuída por “quem confunde a sorte política” com mérito pessoal. Aliás, “esta dupla de saltimbancos só deve estar habilitada para mediar pedofilia e demência sendo presunção a mais pretender ser mediador para a Guiné-Bissau”.

Julciano Baldé

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