A Embaixada da República Popular da China, em colaboração com as autoridades nacionais, inaugurou, no dia 28 deste mês, um departamento de ensino, denominado “Instituto Confúcio”, nas instalações da Escola Superior de Educação (ESE), da Unidade “Tchico Té”, em Bissau, onde passarão a ser ministradas aulas de aprendizagem da língua chinesa (mandarim) e a sua cultura.
A iniciativa enquadra-se no âmbito da multiplicação das relações de cooperação entre a China e muitos países africanos, onde a Guiné-Bissau é uma daos privilegiadas. A ideia permitirá a criação de bases linguísticas e aprofundamento de conhecimento mútuo das culturas dos dois países.
No seu discurso após a inauguração, o embaixador da China no país, Yang Renhuo, disse que nos últimos anos, as relações entre o seu país e a comunidade internacional tornaram-se vez mais positivas e, assim, acredita que o conceito de construir uma sociedade com um futuro compartilhado para a humanidade enraíza-se nos corações das pessoas.
“Cada vez mais pessoas são atraídas pela profundidade da cultura chinesa e impressionadas pelo «milagre» do desenvolvimento da China. Eles descortinaram oportunidades e esperança na China e optaram por aprender a língua e a cultura chinesa”, apreciou.
O diplomata disse acreditar que, com a abertura deste instituto, muitos estudantes guineenses participarão nos cursos de língua e cultura chinesa e tornar-se-ão uma nova força para o desenvolvimento contínuo da parceria estratégica entre a China e a Guiné-Bissau.
Yang Renhuo citou um discurso do Presidente do seu país, Xi Jinping, no qual, o Chefe de Estado destacou que “os intercâmbios e a aprendizagem mútua entre civilizações são força motriz inesgotável para o progresso da civilização humana e para a paz e desenvolvimento mundial”.
Renhuo salientou que a abertura do Instituto Confúcio na Guiné-Bissau marca um novo destaque na história das relações bilaterais entre China e Guiné-Bissau, perspetivando uma nova conquista da cooperação prática e mais um marco na área de intercâmbio cultural entre os dois países.
O diplomata espera que o Instituto Confúcio desempenhe um papel vital e que sirva de ponte para o intercâmbio cultural. Assegurou que a embaixada chinesa está disposta a fornecer apoio firme ao funcionamento da instituição.
Recordou que, recentemente foi realizada, na sede da União Africana, a cerimónia de abertura do ano designado como “Ano da China-África de Intercâmbio entre os Povos”, na qual o Presidente Xi Jinping enviou uma carta de felicitações ao evento.

Por seu turno, o diretor-geral de Escolas Superiores de Educação, Djuldé Camará, considerou que, num mundo cada vez mais interligado, dominar a língua mandarim significa abrir portas ao conhecimento, à ciência, à tecnologia, ao comércio e à diplomacia.
Camará reafirmou o compromisso das autoridades do Ministério da Educação, em trabalhar de mãos dadas com a Embaixada da República Popular China, no sentido de garantir a qualidade do ensino do mandarim, a valorização da cultura e, de maneira geral, para o sucesso da iniciativa.
Um dos estudantes da ESE, Serafim da Silva, acredita que a iniciativa vai facilitar muito aos bolseiros guineenses à China, na medida em que estarão habilitados de um conhecimento antecipado de base linguística e cultural.
De salientar que o mandarim é uma das línguas mais faladas do mundo. A China é um país com cerca de 1.4 bilhões de pessoas e 90 por cento dessa população fala o dialeto que já se figura entre seis línguas de trabalho das Nações Unidas (inglês, francês, árabe, mandarim, espanhol e russo).
Aliu Baldé
