Guiné-Bissau prepara participação condigna no ECOFEST

A capital senegalesa acolhe, de 30 de novembro a 7 de dezembro, a primeira edição do Festival de Artes e Cultura da África Ocidental (ECOFEST). O objetivo é de juntar todos os 15 países da sub-região para mostrar a diversidade cultural, ou seja, valorizar aquilo são as suas valências.

O evento é organizado conjuntamente pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Económica e Monetários Oeste Africana (UEMOA).

Em entrevista ao Nô Pintcha, a diretora-geral da Cultura afirmou que tudo está a postos para que a Guiné-Bissau tenha uma participação condigna, adiantando que os preparativos “estão num bom caminho”.

Segundo Cynthia Cassamá, o país irá participar com o grupo tradicional “Ballet Nacional – Esta é a Nossa Pátria Amada”, um stand de património (exposição de Pano de Pente) e um stand tecnológico (tecnologia cultural).

Informou que três concursos vão marcar o festival de Dacar, a saber: pintura, fotografia e artesanato, sendo que a Guiné-Bissau irá concorrer em todas essas categorias com artistas nacionais e locais.

Em relação a essa temática, segundo explica aquela dirigente, é intenção dos organizadores ver como a cultura pode contribuir para ajudar a ultrapassar os conflitos cíclicos que se têm verificado na sub-região, ao longo dos anos.  

Neste sentido, Cassamá afiançou que a Guiné-Bissau está em condições de se mostrar à África e ao mundo que tem o seu próprio lugar. Aliás, refere que só a participação em si neste certame internacional é gratificante, levando em consideração que é o primeiro festival do género a realizar-se na África Ocidental.

Garantiu que o país está a preparar-se muito bem, fez “uma seleção muito rigorosa” em que se tentou trazer aquilo que é a cultura guineense e pôr o Pano de Pente ao mais alto nível. “Tanto os cidadãos nacionais que vivem cá quanto aqueles que residem em Dacar, podem esperar o melhor de nós e que vamos tentar dignificar o nosso país”.

Artistas e músicos

Instado a indicar alguns nomes que vão subir palco no ECOFEST, reafirmou que a cultura da Guiné-Bissau será muito bem representada pelos músicos e artistas selecionados para o festival, dos quais aponta Amy Indjai, os Furkuntunda, Lemos Djata (pintor), António Carlos e Marcelino José (Associação de Artesões), entre outros.

Em relação ao número de elementos que integram a delegação guineense, a ser chefiada pelo ministro da Cultura, Juventude e dos Desportos, Alfredo Malu, aquela responsável deu conta que, incluindo o titular da pasta, será um total de 30 pessoas.   

Questionado pelo jornal Nô Pintcha sobre o critério da seleção, Cynthia Cassamá explicou que foi a própria organização do festival a indicar o número de elementos em cada modalidade.

No entanto, ela salientou que as autoridades nacionais têm estado a dar o seu máximo para que a cultura guineense seja reconhecida ao mais alto nível, e a internacionalização, sobretudo da música, é um dos focos, pelo que pauta-se sempre para uma boa representação a nível dos festivais internacionais em que os músicos do país são chamados a participar.

A diretora-geral da Cultura fez saber que, à margem do festival, haverá um encontro entre os ministros responsáveis pela pasta de Cultura dos países da CEDEAO, a ter lugar no dia 1 de dezembro, tendo como propósito discutir sobre o património africano.

Tabanka Djaz no Visa For Music

Entretanto, durante os dias 19 a 22 deste mês, decorre em Rabat, Marrocos, a 12ª edição do Festival Visa For Music, sob o patrocínio do Rei Mohammed VI.

No evento, a Guiné-Bissau será representada pelos Tabanka Djaz, que se candidataram por conta própria e foram selecionados. “Para nós, é muito gratificante cada vez mais ver os nossos compatriotas a participar em festivais internacionais”, regozijou a diretora-geral da Cultura.

Nesta ordem de ideias, convidou os concidadãos residentes em Rabat e outras cidades arredores, a irem apoiar aquele agrupamento musical guineense de renome internacional.

Mil profissionais em palco

O Festival Visa For Music, que se tornou num evento chave para a música da África e do Médio Oriente, contará com a participação de mais de 500 artistas e de mil profissionais vindos de diferentes quadrantes do mundo.O Festival Visa For Music, que se tornou num evento chave para a música da África e do Médio Oriente, contará com a participação de mais de 500 artistas evindo de diferentes quadrantes do mundo.

Esta 12ª edição incluirá um grande desfile urbano, no dia 19 de novembro, uma cerimónia oficial de abertura e uma programação de 30 apresentações ao vivo e 12 de música eletrónica. A ocasião serve também para celebrar o 50º aniversário da independência dos Países Africanos de Língua Portuguesa e promoverá a diversidade criativa do continente.

Refira-se que, além dos guineenses dos Tabanka Djaz, o evento conta ainda com a participação de artistas lusófonos, como são os casos de Selma Uamusse, de Moçambique, e a cabo-verdiana Maura Delgado.

Ibraima Sori Baldé

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