O enviado especial da União Africana à Guiné-Bissau disse que “existe espaço para melhorar a atual situação política” do país, dentro do quadro de diálogo entre as autoridades nacionais e organizações envolvidas na busca da solução para o retorno à normalidade constitucional.
Patrice Trovoada, o ex-primeiro-ministro santomense, falava aos jornalistas na tarde desta sexta-feira (20 de fevereiro) para informar sobre a trajetória de encontros com as autoridades políticas do país, na qualidade do enviado especial da máxima organização do continente.
Nas suas declarações à imprensa, Trovoada sublinhou que a solução para a situação política depende dos próprios guineenses.
“É fundamental que os atores políticos se sentem à mesma mesa para dialogar e encontrar soluções que evitem a repetição de episódios de instabilidade”.
Sem medidas
Instado a falar das medidas concretas que a UA pode tomar para evitar situações futuras de alterações de ordem constitucional, o emissário esclareceu que, por enquanto, a organização continental não anunciou medidas vinculativas e disse tratar-se de um acompanhamento político e diplomático para encontrar consensos possíveis.
Trovoada destacou que ainda não se reuniu com o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, mas no entanto, solicitou às autoridades um encontro com o político em prisão domiciliária e espera que o mesmo seja autorizado antes de deixar o país.
Por outrolado, lembrou que o povo delega o poder aos políticos e estes devem assumir a responsabilidade de fazer bem ao povo.
“Portanto, a nossa grande preocupação e vontade é, efetivamente, para que os guineenses possam delegar o poder novamente a homens e mulheres para governar o país na estabilidade e na legitimidade”.
Aliu Baldé
