UEMOA lança sexta edição da iniciativa “Outubro, mês de consumo local”

O presidente da Comissão da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA), Abdoulaye Diop, procedeu ontem, dia 1, em Ouagadougou, Burquina Faso, ao lançamento da sexta edição da iniciativa “Mês de Outubro, mês de consumo local”.

Implementada desde 2019, essa abordagem visa fortalecer a integração regional, incentivando o consumo de produtos e serviços dos oito Estados-membros da UEMOA.

O tema escolhido este ano, “Consumir localmente, um fator no desenvolvimento de cadeias de valor regionais competitivas na UEMOA”, faz parte do Plano Estratégico 2025-2030, denominado “Impact 2030”.

O objetivo é construir um espaço económico atrativo, baseado em setores regionais sólidos, capazes de competir em mercados globais.

Para a Comissão da UEMOA, a promoção de cadeias de valor locais é hoje uma alavanca essencial para o desenvolvimento económico

Diversas atividades serão organizadas ao longo deste mês nos Estados-membros da UEMOA, para conscientizar sobre a importância do consumo de produtos da comunidade.

O programa incluirá exposições e vendas, conferências públicas, degustações de produtos locais e cerimónias de premiação.

Nova trajetória estratégica

No seu discurso, o presidente da Comissão da UEMOA afirmou que a sexta edição de “Outubro, mês de consumo local” reveste-se de uma dimensão particular, por se inscrever numa nova trajetória estratégica da união.

“Mais que um simples evento comercial, o mês do consumo local é um encontro anual de reflexão sobre o nosso modelo de desenvolvimento económico, assim como as vias de transformação estrutural das economias dos Estados-membros”, indicou Abdoulaye Diop.

Disse que os desafios que enfrentamos são numerosos, mas não são intransponíveis, adiantando que, apesar de os Estados-membros disporem de matérias-primas de qualidade, as suas unidades de processamento enfrentam dificuldades recorrentes de abastecimento. “A exportação de grande parte dos nossos recursos em estado bruto constitui uma perda significativa para a economia comunitária”.

Diop informa que as ações futuras da Comissão serão essencialmente focadas no desenvolvimento de cadeias prioritárias da fase piloto relativas ao algodão-têxtil, arroz e fertilizante-fosfato, que continuam a ser emblemáticos da União, em particular o algodão.

“A UEMOA possui uma das produções de algodão mais importantes do mundo. No entanto, importa em grande escala produtos têxteis e vestuário”.

A seu ver, o desenvolvimento de uma cadeia de valor algodão-têxtil-vestuário competitiva a nível regional poderia criar milhares de empregos, reduzir a dependência das importações e valorizar a produção local, ambição que só pode concretizar-se com criação de condições para um consumo preferencial de produtos feitos na UEMOA.

Texto: Ibraima Sori Baldé

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