Adotada nova política habitacional e urbanística de Bula  

O administrador do Setor de Bula disse que estão a trabalhar num projeto habitacional e urbanístico, e que já decorre uma campanha de sensibilização sobre a importância do respeito às normas de construção de habitações, iniciada nas localidades de João Landim, Dingal e nalguns bairros.

Para o sucesso dessa iniciativa, Segundo Teli Saminanco, reuniram com os régulos, comités de tabanca e pessoas influentes, informando sobre a necessidade de pensar no futuro do setor, porque as construções estão a multiplicar de forma gradual.

Nesses encontros, as autoridades passam informações, avisando que, doravante, é proibida a construção que não respeite as regras e o plano urbanístico.

Para o efeito, uma equipa do Ministério das Obras Públicas, em colaboração com o Comité de Estado, vai iniciar os trabalhos de urbanização, que delimita as construções a partir de 200 metros da estrada.

“Já estamos em Dingal, onde promovemos vários encontros com a comunidade, e depois vamos prosseguir para outras localidades, e assim sucessivamente. No entanto, nota-se abertura da parte da população, o que é de louvar”, disse.

A nível da cidade de Bula, segundo o administrador, já estão identificados alguns bairros, onde estão a trabalhar com um grupo de jovens que decidiram ajudar na disseminação de informação sobre o plano urbanístico, porque muitas vezes as pessoas, mesmo sabendo da existência de rua num determinado espaço, ignoram simplesmente, “é esse o trabalho que a juventude está a fazer, para evitar construções que violem as normas”.         

“Bula tem um problema de acessibilidade, devido à falta de cumprimento do plano urbanístico, situação que deve ser corrigida quanto antes. É por este motivo que esses jovens têm intensificado a campanha de sensibilização, no sentido de apoiar a administração na mudança de mentalidade e do comportamento”, explicou.

Saminanco disse, por outro lado, que para acompanhar a dinâmica e o crescimento que está a ser registado no setor, é importante respeitar o plano urbanístico, caso contrário, vai estragar toda a beleza e arquitetura da cidade, assim como bloquear a circulação de viaturas, pelo que convida os jovens de outros bairros a seguir o mesmo exemplo.

Segurança

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Dado o amento de onda de criminalidades no setor, o administrador pede o reforço de elementos de segurança na zona, assim como a criação de postos de polícias nas três secções, nomeadamente João Landim, Nhinté e São Vicente.

Além dessas localidades, pensa-se na povoação de Augusto Barros, que, segundo o administrador, merece ter um posto de polícia, porque foi sempre a zona com maior índice de roubo à mão armada. “Aliás, a esquadra de Bula não tem capacidade de controlar a totalidade da cidade muito menos as cinco secções que compõem o setor”.

Reconheceu que o maior problema do setor continua a ser, sem sombra de dúvida, o roubo e assalto à mão armada. Prova disso, segundo ele, a própria instalação da administração, que está a pouco metros da esquadra da polícia, foi assaltada.

De acordo com a sua explicação, os assaltantes tentaram saquear o cofre, mas, felizmente, não conseguiram, porque é sistematizado, mas levaram duas batarias de painéis, um inversor e regulador de corrente.

Para diminuir esses crimes, o administrador disse que é preciso a colaboração franca entre as autoridades e a população. “A nível das autoridades administrativas já reunimos para traçar uma estratégia de combate, onde pretendemos envolver as tabancas, para juntos trabalhar em sintonia”. 

Para efeito, Teli Saminanco explica que periodicamente reúne-se com os comités de tabanca para poder ter informações sobre a situação das respetivas comunidades e buscar soluções.

Garantiu que tem boa relação com os comités, por isso, está a trabalhar num plano que vise a criação de um espaço ou fórum onde os comités de cada secção passarão a reunir-se, para em conjunto encontrar os mecanismos de resolução dos diferendos. No seu ponto de vista, a única forma de diminuir conflitos quer de posse de terra, de roubo ou de outra natureza, é através de instituição desse espaço de concertação. Por isso, defende que a necessidade de atribuir os comités uma certa autoridade nas respetivas zonas de jurisdição.

Mercado

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Em relação aos feirantes, que no passado ocupavam os passeios da avenida principal da cidade, o administrador disse que agora a situação mudou graças às sessões de sensibilização levadas a cabo.

Reconheceu que trabalhar com mulheres, sobretudo as “bideiras” é um bocado difícil, porque convencer alguém para abandonar um espaço onde costumava vender é difícil, há sempre resistência. Mas como o objetivo é mudar a imagem da cidade, não há outra saída a não ser acatar a decisão.

Em termos de realizações, Teli Saminanco revela que, no quadro do projeto da melhoria da cidade de Bula, conseguiram fazer uma intervenção pontual no mercado, construindo e reabilitando casas de banhos, balcões, além de cobertura parcial do edifício.   

Porém, enalteceu a colaboração da população, principalmente dos feirantes, porque o lixo que no passado constituía problema, agora, apesar de parcos meios, a situação já está ultrapassada graças ao esforço da administração e de alguns citadinos.

“Adotamos uma estratégia, onde prometemos que qualquer pessoa que denunciar alguém que deite lixo no mercado ou noutro lugar público, vai ser recompensado e o infrator vai pagar uma multa em dinheiro”, salientou.

No que concerne à arrecadação de receitas, Teli Saminanco disse que a administração continua a enfrentar grandes dificuldades, porque as pessoas não têm a cultura de pagar imposto, comportamento esse que não ajuda para o desenvolvimento do setor. 

Lembrou que anos atrás as padarias, oficinas mecânicas e alfaiatarias não pagam imposto, e só agora que estão a trabalhar na inclusão desses contribuintes.

“Hoje, graças a Deus, estamos a concluir os trabalhos de identificação e enumeração, que no passado não eram tributados, e sendo assim, a maior fonte de receita, sem dúvida, é o lumo (feira-popular) ”, referiu Saminanco.

Como sendo o espaço de maior troca comercial, o administrador disse que criaram as mínimas condições de segurança e de saneamento para os utentes, porque entenderam que, para atrair os comerciantes, é necessário prestar um bom serviço.

Nesta senda de garantia de melhores condições, aquele responsável informou que a administração tomou uma decisão de suspender os jogos de assar e sorte no lumo. “É difícil assegurar que conseguimos acabar com estas apostas totalmente, mas estamos a trabalhar nesse sentido. “São jogos que no final só geram furto e banditismo”.  

Administração

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O administrador do Setor de Bula disse que houve uma melhoria em termos de funcionamento da administração, comparativamente aos nos anteriores. “Neste momento, conseguimos regularizar a situação de energia, pintura, aquisição de materiais de serviços, entre outros.

Segundo ele, isso não significa que tudo está resolvido, ainda falta muita coisa por fazer, mas com a vontade e determinação tudo vai ser resolvido ao seu tempo.

A seu ver, a política de repartição de receitas com a região e o ministério da tutela continua a prejudicar os setores na implementação de vários projetos de desenvolvimento, aliás, esta situação limita a administração no cumprimento dos seus deveres. “Caso concreto do nosso setor, temos vários projetos em carteira, mas dada a este procedimento, não temos conseguido levar avante todas as iniciativas”.

Afirmou, no entanto, que tentou convencer a região no sentido de, pelo menos, dividir à metade os 50 por cento que recebe dos setores, para permitir os mesmos dar resposta a algumas preocupações da população.

Em relação à luz e água, o administrador do setor disse que, infelizmente, neste momento,  a cidade está com a falta de água potável e luz elétrica.

Lembrou que o Presidente da República, aquando da presidência aberta, ofereceu à comunidade soma em dinheiro para a construção de uma eletrobomba, mas, neste momento, está avariada, e no que concerne ao fornecimento de energia, também já lá vão tempo que a cidade está sem iluminação.

Para solucionar o problema, Teli Saminanco revelou que mandamos comprar uma peça no Senegal para o gerador, e espera que dentre de alguns dias tudo vai voltar à normalidade.

Alfredo Saminanco

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