A Guiné-Bissau, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Carlos Pinto Pereira, assumiu, dia 17, a presidência rotativa da Reunião do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
No âmbito da realização da XV Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da comunidade lusófona, sob o lema, “CPLP e a Soberania Alimentar – um Caminho para o Desenvolvimento Sustentável”, o governante guineense exortou à organização a ir além da retórica e que se afirme como um instrumento concreto da transformação.
Nas suas palavras de boas-vindas às delegações participantes na cimeira, o chefe da diplomacia disse o lema foi escolhido com sentido de responsabilidade e expressa a preocupação comum como um dos maiores desafios que os Estados membros enfrentam – o direito à alimentação, adequada, segura e sustentável.
“Garantir a soberania alimentar é mais do que assegurar a produção de alimentos. É garantir a dignidade dos povos, resiliência das nações e a estabilidade das sociedades. A fome e a insegurança nutricional e a dependência externa afetam diretamente o desenvolvimento das nossas economias e a saúde das nossas populações, particularmente os países africanos da nossa comunidade”, sublinhou Pinto Pereira.
Na reunião, Carlos Pinto Pereira propôs refletir e deliberar o reforço da cooperação do setor agrícola e agroalimentar, com intercâmbio de boas práticas, tecnologias e políticas públicas eficazes.

Igualmente, sugeriu a promoção de uma plataforma técnica da CPLP para a soberania alimentar e combate à fome; a aposta na formação de quadros e capacitação institucional, aproveitando as sinergias entre os centros de pesquisa e universidades.
“Queremos que a CPLP vá além da retórica e se afirme como um instrumento concreto da transformação, pois a soberania alimentar deve ser um direito garantido e não apenas um ideal”, declarou.
Importa salientar que essa reunião do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros decorreu sob observação de alguns países associados e consultivos da CPLP, entre os quais, o Senegal, a Turquia e outros não mencionados, tendo a delegação turca pronunciado as palavras de felicitação à Guiné-Bissau, em nome dos Estados observadores.
De recordar que esta é a segunda vez que o país acolhe a Cimeira da CPLP, depois da primeira, realizada em 2006.
Aliu Baldé
