O Hospital Regional de Bafatá beneficiou da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) o financiamento de um projeto que visa reforçar as regiões frágeis dos Estados membros, através de investimentos que respondam às necessidades das populações.
Neste quadro, foi construído de raiz nessa unidade um edifício com capacidade para 66 camas e cuja entrega oficial aconteceu no último sábado, dia 8.
O prédio alberga os serviços de Maternidade (39 camas) e de Pediatria (27 camas), cujo orçamento foi avaliado em 1.8 milhões de dólares, financiado pelo Fundo Regional de Estabilização e Desenvolvimento (FRSD) da CEDEAO.
A entrega técnica da infraestrutura foi presenciada pelas autoridades administrativas e sanitárias da Região de Bafatá, bem como da diretora-geral da Integração Regional, Cristina da Silva Pedreira, e vice-presidente da Comissão da CEDEAO, Damitien Tchintchibidja.

Em representação do ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Cristina Pedreira apelou o governo no sentido de cumprir com a sua responsabilidade de colocar recursos humanos necessários para fazer funcionar a infraestrutura de modo a corresponder às espectativas, em benefício da comunidade.
Por seu lado, Damitien Tchintchibidja acredita que o complexo ora entregue vai ter impacto na vida da população da região de Bafatá.
“A infraestrutura que estamos a entregar é para facilitar a mudança de condições de vida das populações, por isso, cada mulher que dá luz aqui e cada criança atendida na prestação desses serviços darão sentido a esta obra”, disse a vice-presidente.
No entender de Tchintchibidja, não haverá a paz se o desenvolvimento está longe das pessoas. Sublinhou que esse complexo da Pediatria e Maternidade tem o objetivo de reforçar o acesso a serviços de saúde materna e infantil de qualidade, aumentar a resiliência das comunidades e, sobretudo, melhorar as condições de proteção de serviço e cuidados de saúde em todas zonas da implantação do projeto FRSD.
Segundo informaram, este mesmo projeto, além de Bafatá, abrange ainda às regiões de Gabu, Quínara e Bolama Bijagós.
Aliu Baldé
