O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceira com o governo e jovens adolescentes, promoveu dia 7 de maio, um diálogo estratégico com vista à implementação da Declaração de Dakar no país, que defende a proteção dos direitos das meninas no país.
O encontro visa também reforçar o compromisso nacional e mobilizar ações concretas e investimentos coordenados para a promoção dos direitos das raparigas adolescentes.
Entre essas ações, destacam-se: direito à educação; acesso à água potável, saneamento e higiene; proteção, participação e informação; saúde e bem-estar; tecnologia de informação; criação de redes para trabalhar com as instituições e os decisores; uso de tecnologia de informação responsável e erguer as vozes dessa camada.
Na sua intervenção, a ministra da Mulher Solidariedade e Assuntos Sociais, Khadi Florence Correia, reafirmou o compromisso do governo em integrar as recomendações da Declaração de Dakar nas políticas nacionais, através do fortalecimento do sistema de proteção social, promoção da educação inclusiva, criação de ambientes seguros para os adolescentes.
Para a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas, Geveiève Boutim, as raparigas adolescentes enfrentam vulnerabilidade cruzadas com taxas elevadas de gravidez precoce, acesso limitado aos serviços de saúde, educação, práticas nocivas, como casamento infantil e mutilação genital feminina. “Estes não são apenas números, mas sim barreias”.
Por sua vez, o representante do Unicef, Inoussa Kabore, disse que os adolescentes continuam a enfrentar desafios significativos no que diz respeito ao acesso a educação, cuidados de saúde, protecção, bem como a oportunidade para desenvolverem competências necessárias para prosperar.
Finalmente, a representante das meninas, Nhimana Joaquim Sobana, lembrou que a Declaração de Dakar é um documento que defende a proteção das meninas, e quer que as autoridades competentes redobrem esforços para a implementação do mesmo.
Alatu Mané (estagiária)
