Administrador promete transformar Buba numa cidade atrativa

O administrador do Setor de Buba manifestou a vontade de transformar a cidade, tornando-a mais atrativa ao investimento, e para o efeito, tem na manga vários projetos de desenvolvimento em diferentes domínios.

Em entrevista ao “Nô Pintcha, Aliu Baldé afirmou que a sua ambição é de tornar Buba numa das cidades mais limpas do país. Foi nesta perspetiva que instituiu uma equipa denominada “Buba Cidade Limpa”, que faz os trabalhos de remoção de lixo em todas as artérias da cidade.

Segundo a sua explicação, tem-se notado, nos últimos tempos, a falta de colaboração da parte da população, o que está a dificultar os trabalhos, mas estão empenhados, com vista a tornar Buba uma outra cidade, capaz de atrair os investidores.

“Durante os trabalhos de remoção de lixo, temos deparado com situação que considero de anormal, porque depois da equipa de limpeza concluir seu trabalho, as pessoas voltam a deitar lixo no mesmo local”, lamentou.

Para fazer face à situação, de acordo com Aliu Baldé, a administração mobilizou um fundo, no quadro do Projeto de Boa Governação, que permitiu aquisição de uma viatura marca Canter, com a qual está-se a realizar os trabalhos de remoção de lixo.

Ainda no âmbito do mesmo projeto, o administrador do setor disse que vai ser construído, de raiz, o matadouro para acabar com abate de animais nos lugares inapropriados, assim como ajudar no controlo de qualidade de carne para o consumo.

“Isso será um grande alívio para mim e para toda a população. Igualmente, vai facilitar os serviços veterinários no trabalho de inspeção de carnes. A partir daí, vamos passar a consumir carnes com garantias de sanidade animal apropriados para o consumo humano”, sublinhou.

Informou, por outro lado, que o espaço para a construção já está identificado, e neste momento está-se a concluir o processo de elaboração do projeto, e se tudo correr como previsto até dezembro deste ano as obras vão começar.

Modernização da cidade

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O administrador informou que o setor vai beneficiar de um projeto, financiado pela CARITAS, para a construção de uma fábrica de gelo, reabertura e construção da estrada que dá acesso ao centro de saúde local.

Aliu Baldé disse que neste mesmo o projeto está previsto a construção de furos de água nalguns bairros e tabancas. No entanto, sublinhou que a implementação dessas iniciativas vai minimizar as dificuldades da população, sobretudo no abastecimento de água e gelo.

“Sou testemunha das dificuldades que as pessoas passam na procura desses bens, principalmente no período de jejum onde as mulheres levantam-se às 3 horas da madrugada para ir buscar gelo em Bissau”, explicou.

Segundo aquele responsável, o Setor de Buba está abrangido pelo projeto denominada “Cidades Verdes”, que vai trabalhar também na construção de furos de água e na urbanização da cidade. “Portanto, se todas essas iniciativas concretizarem, a cidade vai ter um novo visual”.  

Disse que está otimista quanto à materialização desses projetos, porque com a dinâmica do Presidente da República tudo vai dar certo, aliás, foi graças a sua magistratura de influência que se conseguiu esses apoios.

Segundo Aliu Baldé, a inclusão de cinco cidades no Projeto Cidades Verdes tem como objetivo preparar as bases solidas para as autarquias. No seu entender, o verdadeiro desenvolvimento dos setores assenta na realização de eleições autárquicas.  

Para isso, o administrador rogou a Deus que continue a proteger o Chefe de Estado, tendo prometido, por outro lado, trabalhar firmemente para garantir o segundo mandato de Umaro Sissoco Embaló, a fim de este continuar com seus projetos de desenvolvimento do país.

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No que concerne às construções que não respeitem o plano urbanístico, Baldé afirmou que, de facto, não tem havido este tipo de comportamento, sempre que um requerente pretenda comprar um terreno ou fazer a construção, solicita a administração.

“Há uma colaboração entre a administração, Obras Públicas e a população. Aliás, é por isso que a cidade de Buba está bem urbanizada, diferente de outras. Aqui, as construções são feitas com base no respeito ao plano urbanístico e orientação de técnicos das Obras Públicas, e tudo isso é feito em sintonia com o Comité de Estado ”, esclareceu.

Disse que o único trabalho que ainda falta por fazer é a reabertura de ruas, mas estão a trabalhar neste sentido. “Se não acontecer algo de anormal, no próximo ano vão arrancar com os trabalhos de arruamento da cidade”.

Falta de água potável

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Aliu Baldé confirmou que a cidade de Buba não tem água potável há vários anos, uma situação que constitui preocupação para administração, e toda a esperança da população está depositada nesses projetos.

Disse que o governo financiou a construção de três furos de água, cujos trabalhos de escavação já estão concluídos, faltando a colocação de depósitos e alguns trabalhos técnicos. “Mas estou seguro de que os trabalhos serão concluídos ainda no decurso deste mês.       

 Quanto à questão da energia elétrica, o administrador disse que há vários anos que a cidade não tem a iluminação. Perante esta situação, a população recorre aos painéis solares como alternativa. “Agora a nossa esperança está na luz da OMVG, que espero dentro de alguns meses seja uma realidade para podermos respirar de alívio”.

Em relação à segurança, Aliu Baldé realçou o espirito de colaboração existente entre as autoridades locais, nomeadamente a Polícia da Ordem Pública, Guarda Nacional, Agentes de Segurança de Estado, Comité de Estado e a própria população do setor.

Na sua explicação, essa cooperação institucional tem dado resultados satisfatórios no combate à criminalidade na zona, apesar das dificuldades financeiras e materiais. Segundo ele, essa cooperação contribuiu bastante na diminuição de conflitos de posse de terra.

“Como devem saber, nós, enquanto administração, não fazemos a justiça, mas na medida das nossas possibilidades tentamos mediar as partes em conflito para ultrapassar diferendo, caso outra não concordar com a nossa decisão, aconselhamos a recorrerem às instancias judiciais. Fazemos tudo isso, para evitar que alguém resolva o problema com as próprias mãos”, sublinhou.

Reconheceu, no entanto, que o setor depara com problemas sérios de conflitos de posse de terra, mas até a gora o Comité de Estado tem ajudado muito na resolução pacífica desses diferendos.

De salientar que a Administração do Setor de Buba tem 14 funcionários, entre os quais um efetivo e 13 contratados, uma situação que acarreta despesas, uma vez que são remunerados em função das receitas. Mas, segundo as informações apuradas, recebem os seus ordenados regularmente, devido à gestão rigorosa dos fundos.

Alfredo Saminanco  

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