O Primeiro-Ministro e ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, lançou oficialmente, esta quinta-feira, 10 de setembro, o Programa Nacional de Educação Financeira (PNEF) 2026–2030, onde defendeu que os conhecimentos financeiros devem chegar a todos os cidadãos e não ficar concentrados apenas em Bissau.
“A educação financeira não deve ficar circunscrita a Bissau. Deve chegar às regiões, aos mercados, às escolas, às associações de jovens e de mulheres, às organizações de produtores e às pequenas e médias empresas.”
O Programa pretende ajudar as famílias e os cidadãos a gerirem melhor os seus recursos, desenvolverem hábitos de poupança, evitarem o endividamento excessivo e tomarem decisões financeiras mais informadas e responsáveis.
Uma das prioridades será levar progressivamente a educação financeira às escolas, através da colaboração entre os Ministérios das Finanças e da Educação Nacional, incluindo a formação dos professores e a criação de conteúdos adaptados à realidade guineense.
O Governo pretende ainda reforçar a proteção dos consumidores e avançar com a criação de um Observatório dos Serviços Financeiros, para que os cidadãos conheçam melhor os seus direitos e utilizem os serviços financeiros com maior segurança.
Para Ilídio Vieira Té, a modernização da Guiné-Bissau não depende apenas de estradas, energia, infraestruturas e reformas do Estado. Depende também da capacidade dos cidadãos para compreenderem e aproveitarem as novas oportunidades económicas.
“Uma população que compreende melhor as questões financeiras está mais bem preparada para fazer escolhas responsáveis, empreender, investir e preparar o seu futuro.”
Com o PNEF 2026–2030, o Governo quer fazer da educação financeira um instrumento de inclusão, proteção das famílias e desenvolvimento económico e social da Guiné-Bissau.
Gabinete de Comunicação do Primeiro-Ministro