A presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) elogiou os trabalhos da Imprensa Nacional – Empresa Pública (Inacep) pelo “esforço e a determinação” demonstrados na produção e entrega dos materiais de voto dentro do prazo estabelecido, tendo em vista a votação do Referendo Nacional, marcado para o próximo dia 30 do corrente mês.
Carme Isaura Batista Lobo fez estas declarações na última sexta-feira, dia 20, durante a entrega oficial das atas constitutivas, boletins de voto e folhas de registo de votantes.
Na ocasião, a responsável máxima afirmou que o ato simboliza o compromisso com a transparência, a responsabilidade e o rigor no processo do referendo popular, previsto para este domingo.
Para Isaura Batista Lobo, esta prontidão da Inacep permite a Comissão Nacional de Eleições agilizar o processo de distribuição para as comissões regionais de eleições a tempo e hora.
Relativamente aos materiais entregues, a presidente da CNE disse que a sua instituição recebeu 1.056.161 boletins de voto; 10.686 atas constitutivos; 10.686; atas de apuramento; 28.496 atas-síntese; 7.124 listas de votantes; 21.372 folhas de descarga de votos obtidos pelo “SIM”; 21.372 folhas de descarga dos votos obtidos pelo “NÃO”; 7.124 folhas de registo de votantes por sexo e, por último, 21.372 minutas de protesto e reclamação.
Isaura Batista Lobo aproveitou o ensejo para desejar boa sorte a todos os intervenientes neste processo.
Impasse ultrapassado

Por sua vez, o diretor-geral da Inacep lamentou algumas dificuldades com que a Imprensa Nacional se deparou no início da produção desses boletins devido a avarias nas máquinas e à escassez de tinta no mercado nacional, mas “graças à mobilidade da direção”, conseguiu ultrapassar a tempo e hora esse obstáculo.
Lesmes Mutna Monteiro afirmou que a Inacep é a única gráfica na Guiné-Bissau, com capacidade para produzir em curto espaço de tempo, qualquer documento com maior rapidez e segurança.
Entretanto, o responsável máximo da Inacep reafirmou que a instituição está à altura de cumprir com o que está estabelecido na lei, ou seja, que todos os documentos oficiais do Estado devem ser produzidos pela Imprensa Nacional, por razões de segurança e pela responsabilidade dos seus trabalhadores.
Neste sentido, Lesmes Monteiro reafirmou o compromisso da Inacep em continuar a desempenhar um papel estratégico para o Estado da Guiné-Bissau, servindo os órgãos de soberania do país.
Questionado sobre o impasse entre o sindicato dos trabalhadores e a Direção-Geral, reconheceu que a empresa atravessou momentos turbulentos a nível interno, mas que, graças a Deus, os mesmos foram ultrapassamos e “agora estamos a viver na base de uma só família”, em prol do desenvolvimento da Inacep.
Fulgêncio Mendes Borges
