PAM anuncia redução da assistência alimentar e nutricional no país

O Programa Alimentar Mundial (PAM) promoveu hoje, dia 20, um encontro com jornalistas visando proporcionar aos profissionais de comunicação social um amplo conhecimento sobre os trabalhos que essa agencia das Nações Unidas tem feito no país e espelhar a situação da segurança alimentar e nutricional na Guiné-Bissau, prevendo que 127 mil pessoas possam vir a sofrer de fome.

O representante interino, Mahamane Badamassi, anunciou que, devido à redução de financiamentos por parte dos parceiros internacionais, em 2026, o PAM será obrigado a fazer cortes no seu programa de assistência financeira e nutricional às comunidades vulneráveis. Ou seja, vai baixar a ajuda a 283.400 crianças, passando a ter capacidade de beneficiar 152 mil menores em idade escolar, o que significa que 131.400 miúdos não terão acesso às ajudas este ano.

De acordo com o representante interino, a nível global fala-se pouco da Guiné-Bissau na matéria de nutrição, não obstante o país viver numa situação muito difícil. “Cerca de 22 por cento da população guineense está subnutrida”.

Badamassi revelou que, no país, uma em cada três crianças de zero a cinco anos encontra-se em situação de desnutrição.

As mudanças climáticas, instabilidade política continuam a infectar a produção e o acesso a produtos alimentares. “Apesar das dificuldades no contexto mundial, mais de 300 mil pessoas beneficiaram da ajuda alimentar e financeira do PAM na Guiné-Bissau”.

PAM PAM anuncia redução da assistência alimentar e nutricional no país

Nesse encontro, intitulado “Matabicho com jornalistas” – pequeno-almoço com jornalistas – os comunicadores confessaram que, afinal, “o papel do PAM é muito mais do que fazer funcionar as cantinas escolares”.

Para muitos jornalistas, os seus conhecimentos sobre o papel do PAM no país circunscrevia-se na garantia de funcionamento das cantinas escolares, as quais asseguram o fornecimento diário de refeições quentes às crianças como forma de, por um lado, incentivar a frequência escolar e, por outro, ajudar os menores mais carenciados.

Ao longo da disseminação de informações acerca do funcionamento do PAM, os técnicos dessa estrutura internacional transmitiram aos jornalistas que também prestam apoio financeiro às grávidas, permitindo assegurar os custos de deslocação de tabancas aos centros de saúde e alguns outros custos inerentes aos cuidados pré-natais.

Igualmente, a equipa de comunicação do PAM transmitiu que a organização tem desenvolvido ações de sensibilização junto das comunidades sobre a importância de consumo de produtos locais, por não constituírem grandes riscos para a saúde do organismo humano.

Aliu Baldé

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