Chefe de Estado declara que Primeiro-ministro não pode falhar nas ações governativas

O Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, conferiu posse hoje, 11 de agosto, aos membros do novo Governo de Iniciativa Presidencial que tem missão principal de organizar eleições presidenciais e legislativas, agendadas para 23 de novembro próximo.

Após às formalidades de posse, o Presidente da República apelou ao respeito pela hierarquia nas funções do Estado como forma garantir o normal relacionamento institucional.

Reafirmou, por outro lado, a sua posição de combater a corrupção e a criminalidade organizada.

Umaro Sissoco Embaló prometeu acompanhar de perto a dinâmica governativa e disponibilizou-se a cooperar para atingir objetivos almejados, por isso, espera deste Executivo, trabalho, soluções e resultados concretos.

“Oiço as pessoas a dizerem que o meu mandato termina no dia 4 de setembro. Sim, mas isso não quer dizer que o Presidente sai do Palácio ou não pode decretar. Não é assim. O Chefe de Estado assina decretos até o dia em que deixar funções”, declarou Umaro Sissoco Embaló.

Colaboração institucional

O Presidente da República disse que Braima Camará é o único Primeiro-ministro por ele escolhido de forma soberana, pois, os restantes foram nomeados pelas circunstâncias.

Embaló declarou de forma clara que, dia em que sentir resistência ou desafiado pelo Primeiro-ministro, sem demora, procederá a exoneração deste no mesmo dia.

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A concluir a sua intervenção, o Preseidente Sissoco Embaló deu instruções para que o executivo ora empossado agende logo para amanhã, dia 12, a sua primeira reunião do Conselho de Ministros, que vai ser presidida pelo próprio Embaló, evocando uma das prerrogativas constitucionais.

Aos membros do Governo, o Presidente da República exortou à máxima cooperação institucional e pessoal, permitindo que Braima Camará não falhe na sua missão, “porque o falhanço de Braima é o meu falhanço”.

Dinâmica governativa

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Por seu turno, o Primeiro-ministro, Braima Camará, considerou a missão da organização das eleições na data prevista como “imperiosa” e, por outro lado, manter a dinâmica governativa, com a luta contra a corrupção e crime organizado no epicentro do programa do governo.

O chefe do Executivo prometeu concentrar a sua atenção nos setores sociais como a saúde e educação, através de abertura ao diálogo para a solução dos problemas existentes.

Aliu Baldé

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