Cerca de dois mil mancebos prestam juramento à bandeira

O novo grupo de recrutas, composto por 1.887 jovens, afetos ao Ministério do Interior, prestou hoje, 14 de novembro, o juramento à bandeira, no Centro de Instrução Militar de Cumeré.

Esses paramilitares prometem servir as forças armadas, cumprir com os deveres militares, guardar e fazer guardar a Constituição e as leis da República, defender a pátria e estar sempre prontos a lutar pela liberdade e independência, mesmo sacrificando à própria vida.

A cerimónia foi presidida pelo Presidente da República, na presença da Presidente em exercício da ANP, Primeiro-ministro, ministro do Interior, Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, bem como oficiais superiores, subalternos, sargentos e praça, também de familiares, amigos e conhecidos dos novos soldados.

Na ocasião, Umaro Sissoco Embaló disse que o juramento à bandeira é um momento alto no percurso dos cidadãos como patriotas.

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Chefe de Estado discursando perante recém-jurados

O Chefe de Estado disse ainda que o evento tem um significado especial e único, em que os soldados assumem o compromisso solene de defender a pátria.

Por outro lado, afirmou que através dessa cerimónia, já cumprem uma parte da Constituição da República, na medida em que decidiram integrar às Forças Armadas Republicanas, que são pilar fundamental do Estado.

“Enquanto soldados, acabam de assumir que estão prontos para o cumprimento da missão da defesa da soberania, integridade territorial e os valores essenciais da ordem democrática e constitucional”, declarou, acrescentando que o juramento à bandeira significa assumir a defesa dos princípios de valores da Constituição e respeitar a hierarquia e disciplina.

Isso, segundo Sissoco Embaló, significa também a subordinação às forças armadas e autoridades civis democraticamente eleitas.

Por seu turno, o ministro do Interior chamou a atenção aos novos soldados que as armas não servem para utilizar contra o Estado e o povo, mas sim defender os interesses da nação.

Botche Cande alertou aos recém-jurados que os militares e paramilitares devem estar vigilantes à qualquer tentativa de instrumentalização por parte dos políticos que incitam a alteração da ordem constitucional.

Enquanto isso, o diretor do Centro de Instrução Militar de Cumeré, general Daba Na Walna, sublinhou  que ser militar ou paramilitar significa ser um cidadão com estatuto especial, a quem se exige o dever de contínua e permanente preparação, de forma a poder acompanhar o ritmo e velocidade das inovações tecnológicas.

Fulgêncio Mendes Borges