No âmbito do 50º aniversário do Jornal Nô Pintcha (JNP), a celebrar em 27 de março, o ministro da Comunicação Social disse que esse semanário tem-se revelado um extraordinário acervo de informação histórico do país.
As palavras do Florentino Fernando Dias foram registadas na terça-feira, dia 25, durante a cerimónia de abertura da uma conferência alusiva a data, no Centro Cultural Franco Bissau Guineense, na presença dos diretores-gerais da Radiodifusão Nacional (RDN), da Agência Noticiosa da Guiné (ANG) e dos antigos diretores gerais desse periódico nacional.
“Ao longo dos 50 anos, o Nô Pintcha tem-se adaptado as exigências públicas e as circunstâncias momentâneas”, afirmou Florentino Dias.
O ministro sublinhou, por outro lado, que com o advento da tecnologia de informação e comunicação e por arrastamento à massificação da informação ao mundo digital, os jornais sentiram a necessidade de se adaptarem, acompanhando deste modo as exigências do tempo, facto que se verificou e se tem verificado com o Jornal Nô Pintcha, tendo hoje as publicações regulares nas diferentes plataformas digitais.
Afirmou que o desafio do jornal é muito informe e multifacetados, sobretudo nessa era digital, impondo cada vez mais a necessidade de se adaptar no concernente à sustentabilidade até o interesse do público.
“Nô Pintcha tem-se mostrado estar à altura de fazer face a esses desafios, pois, já superou tantas dificuldades do género”, sublinhou.
Disse que esses ciclos de conferências constituem a melhor formar de celebrar os 50 anos de percurso, realizações feitas pelo Nô Pintcha ao serviço da Guiné-Bissau e do seu povo.
Segundo Florentino Dias, o Jornal Nô Pintcha, criado nos primórdios da independência nacional, acompanhou e reportou o país em todas as suas fases históricas e até o dia-a-dia da Guiné-Bissau na democracia.
Por sua vez, o diretor-geral do Jornal Nô Pintcha, Adulai Djaló, disse que a data impõe uma introspeção e análise profunda do percurso desse órgão da imprensa escrita, tendo afirmado que não se pode falar do “nascimento” do jornalismo guineense sem fazer referência ao Nô Pintcha.
“É, exatamente, nesse quadro que se organizou esta conferência para a partilha de experiência entre a velha e a nova geração de Jornalistas. Por isso, espero que os temas selecionados para este djumbai sejam do vosso agrado”, disse Djaló.
Para assinalar os 50 anos de existência desse semanário público, foram organizadas séries de atividades, nomeadamente conferência subordinada ao tema “Percurso histórico do Nô Pintcha e desafios de atualidade”; exposição fotográfica; torneio de futsal, eventos que irão culminar com gala de confraternização.
Entretanto, durante 50 anos de serviço, o Jornal Nô Pintcha documentou o fulgor revolucionário do país e os desafios que se seguiram, tornando-se um valioso guardião da história guineense.
Apesar de o Nô Pintcha ter acumulado uma herança incontornável para a história da Guiné-Bissau, as vicissitudes do país dispersaram o arquivo dos números publicados, tornando praticamente impossível a sua consulta.
Julciano Baldé