“Incumprimento de regras tem provocado naufrágios”

O Capitão da Capitânia dos Portos da Guiné-Bissau revelou, hoje, em conferência de imprensa, que o não cumprimento das regras que abalizam as atividades marítimas do país, por parte dos tripulantes constituem os principais motivos de naufrágios e perdas de vida de cidadãos, nos últimos seis meses.

Segundo Quefade Pedro Nunes, a delegacia de Capitania registou cinco casos de naufrágios a nível nacional. Na Região de Cacheu em São Vicente concretamente no porto de Cili, zona de Bissorã, registou-se um afundamento que custou a vida de seis pessoas, enquanto em Canchungo aconteceu um acidente.

Já na zona Sul, nomeadamente em Cacine aconteceu um desastre marítimo que ceifou a vida de um cidadão nacional e em Caravela, registou-se dois acidentes que resultou em dois óbitos. Essa última, foi no passado dia 16 do corrente mês, envolvendo a piroga doada recentemente pelo Presidente da República Umaro Sissoco Embaló para minimizar as dificuldades da comunidade local em mobilidade.  

A propósito, Quefade Pedro Nunes considerou de negativo as atividades de navegação marítimas nos últimos seis meses no mar, tendo em conta o registo de naufrágio e morte.

Por outro lado, chamou atenção sobre a necessidade de proceder à manutenção principalmente dos cais, recolocação de faróis e aquisição de barcos para mais segurança aos viajantes marítimos.

No que concerne à segurança marítima, principalmente na época chuvosa, Quefade Pedro Nunes afirmou que os proprietários das pirogas foram orientados à terem dois motores fora de bordo, reserva mínima de 20 litros de combustível, reduzir as cargas e passageiros para metade de lotação, coletes salva-vida para todos os viajantes, meios de comunicação (telefones), fixação de faróis e refletores para facilitar circulação, sobretudo noturna.

Quefade Pedro Nunes anunciou que têm dificuldades de várias ordens a começar pela insuficiência de equipamentos, transportes para dar cobertura as ações de monitorização de sinais de acidentes.

A propósito, exortou o cumprimento de todas as regras de proteção exigidas durante as viagens marítimas e aproveitou também para solicitar mais transportes para a zona insular.

Nelinho N´Tanhá 

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