GDVR apresenta projeto de luta contra desflorestação e alterações climáticas

A ONG Gestão Durável de Valorização dos Recursos (GDVR) apresentou, hoje, o projeto da Iniciativa Africana de Luta contra Desflorestação e Alteração Climática na Guiné-Bissau, às organizações nacionais que trabalham na defesa do meio ambiente, visando reflorestar cerca de 750 mil hectares, durante 20 anos, ou seja, de 2021 a 2041.

A GDVR trabalha em parceria com a Alcot Company, que é a organização financiadora do projeto e cujo vice-presidente, Tommy Neononen, está no país para acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos.

Em declarações à imprensa, o coordenador adjunto da GDVR explicou que o projeto está focalizado em três eixos principais, nomeadamente reflorestação, mangal (tarrafe) e fogão melhorado. Este último permite poupar o carvão e a lenha em grande quantidade

No que toca a desflorestação, Fernando Ié lembrou que alguns anos atrás, o país sofreu com grande desmatação das florestas e, em 2014, o governo produziu uma moratória que impede cortes de árvores de grande porte.

Na mesma linha, o projeto vai replantar diferentes tipos de plantas e árvores, que vão de frutas, medicinais, pau sangue e entre outras.

Relativamente ao mangal, aquele responsável disse que o projeto vai trabalhar no estancamento das erosões de que podem advir, onde vai replantar tarrafes a nível de todas as zonas costeiras do país.

Igualmente, em relação ao fogão melhorado, o coordenador adjunto da GDVR assegurou que as populações podem retirar grande vantagem com o projeto, onde vão beneficiar de fogões, conhecidos como “fumo kaba”, que contêm uma energia limpa, permitindo à comunidades pouparem as suas economias.

Indicou que uma pessoa que, o exemplo, gasta 10 quilogramas de lenha, com o fogão melhorado, passará a gastar três quilos, situação que também serve em relação ao carvão.

 Fulgêncio Mendes Borges             

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