Insuficiência de infraestruturas no hospital preocupa responsáveis sanitários de Buba

A insuficiência de infraestruturas no centro de saúde Arafam “N’Djamba” Mané, em Buba, constitui uma das grandes preocupações das autoridades sanitárias daquela zona.

A título de exemplo, o responsável Sanitária do Setor de Buba, o diretor clínico e o diretor do centro, todos trabalham numa única e pequena sala e ainda partilham o mesmo armário, cada um guardando os seus dossiês e haveres num canto.

Outra das preocupações do centro tem a ver com a rotura de medicamentos que ali se verifica desde maio último, quando o Instituto Marquês de Valle e Flôr (IMVF) suspendeu o fornecimento desse material. 

O apoio era essencialmente destinado, de forma gratuita, às grávidas e crianças até aos cinco anos de idade. Mas, segundo fontes hospitalares, o IMVF volta neste mês de janeiro para retomar a oferta de medicamentos.

Em entrevista ao jornal “Nô Pintcha”, o responsável da Área Sanitária de Buba (que também inclui os centros de Banta e N’Djassane) apontou como principais casos que dão entrada no hospital, o paludismo, a diarreia e os problemas respiratórios (pneumonia, asma, bronquite).

Estando em tempos da pandemia de novo coronavírus, Adão Ricardo Sina Sambú informou que casos de Covid-19 também foram registados, inclusive em cinco técnicos de saúde. Mas adiantou que o maior número registou-se entre agosto e setembro, tendo atingido nove pessoas no seio da população.

Transformar em Hospital Regional

Aquela unidade hospitalar, a maior do setor, é um centro que até bem pouco tempo funcionava como do tipo B, mas, atualmente, funciona como do tipo A, depois da abertura de um bloco operatório. No entanto, de acordo com o responsável da área sanitária, perspetiva-se que possa trabalhar como Hospital Regional de Quinara, já que reúne quase todos os requisitos para um normal funcionamento, exceto a insuficiência de infraestruturas supracitada.

Informações recolhidas pelo jornal “Nô Pintcha”, junto do responsável da Área Sanitária de Buba, dão conta que o centro de saúde local dispõe de serviços de Maternidade (incluindo um Bloco Operatório), Urgência (Banco Socorro), Internamento (com capacidade para 17 pessoas), Oftalmologia, Estomatologia (ligado aos problemas dentários) e a Consulta Externa.

Ainda, no que se refere à capacidade do hospital, Adão Sambú disse que no serviço de Internamento, adaptou-se uma zona para mais oito pacientes, totalizando 25 o número de camas nessa área. Além disso, a Maternidade contém quatro camas para a cirurgia e tantas outras na sala de pós-parto.

Até bem pouco tempo, a unidade contava com cinco médicos, mas com o falecimento de um, a transferência de outro (Alto Comissariado para Covid-19) e ainda um terceiro que foi continuar os estudos no exterior, deixou a instituição reduzida a apenas dois médicos. 

Ainda assim, o centro não pode queixar-se da falta de pessoal, pois, neste momento conta com 53 funcionários, dentre os quais, 32 enfermeiros, dois médicos, quatro parteiras, dois técnicos de farmácia, três de laboratório, cinco pessoas de limpeza (incluindo uma lavandeira), um administrador, um motorista, um eletricista, um exator e uma inspetora de higiene.

Entretanto, o centro de saúde Arafam “N’Djamba” Mané foi inaugurado no dia 15 de julho de 2011.

Ibraima Sori Baldé

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