Presidente da República recebe ponto da situação dos preparativos do CAN-2022

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau foi, no dia 21, apresentar o ponto da situação ao Chefe de Estado sobre a participação do país no CAN-2022, a realizar-se de 9 de janeiro a 6 de fevereiro, nos Camarões.

À saída da audiência, o Presidente da FFGB declarou aos jornalistas que foram também pedir a anuência de Umaro Sissoco Embaló de entregar a bandeira nacional, como é habitual quando se vá a uma missão do género.

Caíto Teixeira disse que, igualmente, convidaram ao primeiro magistrado da Nação a tomar parte no jogo inaugural dos Djurtus diante do Sudão, bem como num jantar de angariação de fundos para a Seleção, a ter lugar nos próximos dias, para motivar os doares a patrocinarem o conjunto orientado por mister Baciro Candé.

Em relação aos preparativos, referiu que as autoridades competentes estão a trabalhar com o governo para reunir todas as condições necessárias para uma participação condigna nesse Campeonato Africano das Nações. “Tudo que concerne à FFGB já está feito. É o caso do orçamento (cujo valor não foi revelado). Falta agora as autoridades diligenciarem para o desbloqueamento dos fundos no Ministério das Finanças”.

Questionado sobre a maior dificuldade neste momento, o líder federativo foi peremptório em apontar a união à volta da Seleção.

A seu ver, temos que deixar as querelas e o mal-estar de lado para dar a energia positiva ao conjunto nacional de futebol.

Nesse sentido, destacou que a Federação e a Comunicação Social têm uma “missão muito importante” neste aspeto, passando mensagens de união, porque a Seleçao precisa sentir que todos estão à sua volta, até porque ela não é só da FFGB, mas sim da Guiné-Bissau e de todos os guineenses.

Confrontado com a questão de alguns clubes europeus tentarem recusar a libertação de jogadores, Caíto Teixeira qualificou a situação de normal, porque aquelas instituições desportivas também estão a tentar ficar com os melhores, mas lembrou que há calendário FIFA que deve ser cumprido escrupulosamente. “Acho que nenhum clube vai rejeitar libertar os jogadores selecionados a tempo e hora para representar os seus respetivos países”, concluiu.

A Guiné-Bissau faz parte do Grupo D, tendo estreia marcada com o Sudão (11), antes de debater-se com Egito (15) e Nigéria (19), sempre na região de Garoua.

Esta é a terceira participação consecutiva dos Djurtus numa fase final do CAN, depois de Gabão-2017 e Camarões -2019.

Texto e fotos: Ibraima Sori Baldé

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