“Associar mulheres e jovens é uma das ações mais acertadas da ONU”

O Chefe de Estado ao presidir, no dia 23 de novembro, à abertura da jornada do “Dia Aberto Género”, sublinhou que associar as mulheres da sociedade civil e as juventudes na busca da paz e segurança na sub-região e no Sahel é uma das iniciativas mais acertadas das Nações Unidas.

Umaro Sissoco Embaló disse, na sua intervenção, que a mulher sabe melhor enraizar no seio da família uma cultura de paz, de diálogo e a cultura de compromissos indispensáveis a estabilidade das instituições e da sociedade em geral.

O Presidente da República sustentou que a juventude precisa de conjugar o imperativo de se consolidar a paz e  a segurança dos países da sub-região, assim como do Sahel.

Para o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para África e Sahel, Mahamat Saleh Annadif, a contribuição das mulheres é essencial para a criação de sociedades resilientes e pacíficas sobre um Planeta sã.

Saleh Annadif reiterou que a promoção dos direitos e liberdades das mulheres e dos jovens, particularmente os que vivem nas zonas rurais das suas regiões, é uma prioridade para as Nações Unidas.

Por seu turno, o coordenador residente do Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Jean-Marie Kipela, disse que é urgente envolver mulheres e jovens no processo de paz e segurança uma vez que o país, ao longo da história, conheceu uma grande instabilidade política e assim, tem todos os potenciais necessários para desenvolver uma sociedade pacífica e estável.

Kipela lembrou que há cerca de duas décadas , o Conselho de Segurança adotou uma resolução histórica que abordava o papel chave das mulheres na conceção da manutenção da paz no mundo.

Prevenção

Pela voz das mulheres da sub-região e do Sahel, Maria Vicenta, apelou aos chefes de Estado e de Governo da sub-região no sentido de reforçarem os mecanismos de prevenção e resposta contra a exploração e o abuso sexual no contexto educativo e profissional, como também de institucionalizar um grupo de observação eleitoral das mulheres, a fim de prevenir a violência eleitoral contra as mulheres e maior participação das mesmas na política.

As mulheres apelaram ainda o reforço do mecanismo de educação e sensibilização contra o extremismo violento, especificamente em áreas de alto risco, que infelizmente existem no continente africano; adaptar a estratégia mais eficaz para prevenir o golpe de Estado na sub-região e implementar uma governação inclusiva, com a representação qualitativa das mulheres; dar prioridade a paz e a segurança, bem como, o empoderamento económico das mulheres para uma melhor recuperação após Covid-19.

Empenhadas nos processos de paz e segurança

A ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social, que presidiu o encerramento dos trabalhos, afirmou que a Guiné-Bissau, por ter passado vários períodos de instabilidade, as mulheres e jovens decidiram dedicar e empenhar-se nos processos da paz e da segurança, com ações de várias ordens, nomeadamente nos processos de negociação, mediação e tomada de decisão com base na implementação da Resolução 1325 e outras resoluções conexas, bem como a partilha de experiências.

De acordo com Maria de Conceição Évora, apesar de alguns processos registados não serem ainda satisfatórios, a Resolução 1325 lança as bases para o entendimento de que a construção de uma paz sustentável depende da ampliação da participação das mulheres e do combate a todas as formas de violência e discriminação contra o género.

A governante explicou que a instituição que dirige, tem levado a cabo atividades, com vista a promoção da igualdade e equidade do género, o combate a todas as formas de violência baseada no género, ações de cidadania inclusiva, apoios às famílias vítimas de catástrofes, assim como a elaboração de políticas públicas. 

Texto e foto: Fulgêncio Mendes Borges

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