Cidadãos falam dos 48 anos da independência e 57 da criação das Forças Armadas

A Guiné-Bissau realizou na terça-feira, dia 16, uma dupla celebração: os 48 anos da independência do país (24 de setembro) e os 57 anos da criação das Forças Armadas (16 de novembro de 1964). Por essa razão o Jornal Nô Pintcha auscultou na cerimónia comemorativa das efemérides, diversas personalidades que se pronunciaram sobre os dois eventos, nomeadamente o Primeiro-ministro, o Presidente do Tribunal de Contas, uma deputada da nação e um cidadão comum.

O Primeiro-ministro, Nuno Gomes Na Bian lembrou que o dia 16 de novembro é data da criação das Forças Armadas e ele disse que toda a gente sabe qual o valor dessa data para a Guiné-Bissau e para as Forças Armadas que travaram uma brilhante luta de libertação que conduziu o país a independência. “Hoje sentimo-nos que temos a nossa soberania, sob o nosso controlo”.

Segundo o Primeiro-ministro, passados 48 anos da independência todos os guineenses devem estar felizes, continuar a trabalhar juntos no sentido de reforçar os pilares da democracia, pois o mundo e a sub-região estão a avançar. “Devemos criar condições propícias em prol do desenvolvimento do nosso país”.

Questionado sobre a leitura que faz da evolução da justiça no país partindo da primeira Constituição da Guiné-Bissau a data presente, o Presidente do Tribunal de Contas, Amadu Tidjane Baldé, centrou-se no atual contexto e frisou que há poucos dias foi validada a estratégia nacional de combate a corrupção. No que diz respeito a implementação dessa estratégia, Amadu Tidjane disse que o Tribunal de Contas estará afincadamente empenhado nesta ação e tanto assim que a sua instituição está em processo de revisão do seu plano estratégico 2021-2025 com vista a adequá-lo, harmonizá-lo com a Estratégia Nacional do Combate a Corrupção por forma a tornar este país diferente.

Para responder a pergunta sobre como avalia o respeito das autoridades guineenses à liberdade dos cidadãos, Marciano Sousa Cordeiro disse que o importante da liberdade é reconhecermos a nossa tendência que é respeitar a liberdade dos outros, mas se não há essa perceção automaticamente põe-se em causa a liberdade dos outros.

A deputada da Nação, Ussainato Djaló, da bancada parlamentar do Madem-G15, fez uma breve comparação do funcionamento do parlamento no tempo do partido único e no regime da democracia multipartidária, tendo considerado que este último é muito melhor na medida em que permite a conjugação de várias decisões e ideias, não importa convergentes ou divergentes, ao contrário do regime de partido único que é mais fechado. Neste aspeto ela mostra a parte positiva da instauração de um regime de democracia pluripartidária.

O conselheiro político-diplomático do Presidente da Republica, Fernando Delfim da Silva, disse que se trata de um grande dia para os guineenses, um dia de orgulho e de autoestima nacional. Para ele “é bom que deixemos as brigas” e citou um ditado religioso: “não é só de pão é que vive o homem, mas também essas alegrias e celebrações alimentam a nossa alma”.

Segundo ele, o 16 de novembro de 2021 é um dia de dupla celebração: 48 anos da Independência Nacional e 57 anos de criação das Forças Armadas – o pilar da construção do Estado. “É muito interessante essa combinação, até é uma coincidência feliz”, rematou. 

Adelina Pereira de Barros

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