Guiné-Bissau augura benefícios com liderança do Congo

A ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, Suzi Carla Barbosa, fez balanço positivo da participação da Guiné-Bissau, por videoconferência, na 34ª Sessão da Cimeira da União Africana que decorreu sob o lema: "Arte, Cultura e Desenvolvimento", cuja presidência rotativa, é agora assegurada pela República Democrática do Congo facto enaltecido pela Guiné-Bissau por esperar mais benefícios.

Suzi Barbosa disse que a Guiné-Bissau deu o seu contributo significativo para os relatórios apresentados, relativos à saúde e às reformas que estão sendo levados a cabo pela organização.

A chefe da diplomacia disse estar otimista que o país venha a ter benefícios com a liderança do Chefe de Estado da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, devido ao seu bom relacionamento com o homólogo guineense, Umaro Sissoco Embaló.

Covid-19

O combate à Covid-19 e a aquisição de vacinas para o continente foi amplamente debatido pelos Chefes de Estado e de Governo.

De acordo com os dados disponíveis, a África tem sido até agora relativamente menos fustigada pelo novo coronavírus, com 3,5% dos casos confirmados e quatro por cento do total das mortes registadas oficialmente em todo o mundo, segundo o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC).

As vacinas e a luta contra a Covid-19 marcaram a cimeira anual da União Africana (UA), que decorreu nos dias 6 e 7 deste mês, excecionalmente em formato virtual, devido da crise sanitária.

RDC assume a liderança da UA

O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, assumiu a presidência rotativa da organização para o ano de 2021 e na hora de receber o testemunho comprometeu-se a tornar a UA mais relevante.

Nessa reunião, o antigo primeiro-ministro do Chade, Moussa Faki Mahamat, foi o único candidato à sua própria sucessão à presidência da Comissão da União Africana, o órgão executivo, tendo sido reconduzido para os próximos quatro anos com votos de 51 dos 55 Estados-membros.

A angolana Josefa Sacko, a única representante lusófona na comissão da União Africana, foi também reeleita para um segundo mandato. Durante os últimos quatro anos foi comissária para a Agricultura e Economia Rural, a que se juntam no próximo mandato a Economia Azul e o Ambiente, de acordo com a reestruturação da Comissão da UA, que passou de oito para seis comissários.

Senegal assume presidência em 2022

Durante a cimeira foi decido que o Senegal irá assumir a presidência rotativa da UA em 2022 após uma escolha unânime dos 55 Estados-membros da organização reunidos em cimeira, no último fim de semana, segundo fonte oficial.

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