9 Abril 2020

16 por cento da carteira do crédito dos bancos nacionais encontra-se em situação do “crédito mal parado”,

O Ministro do Estado da Economia e Finanças do governo demitido, João Aladje Mamadu Fadia, afirmou esta segunda-feira, 02 de Abril 2018, que 16 por cento da carteira do crédito dos bancos nacionais encontra-se em situação do “crédito mal parado”, ou seja, cerca de 22 biliões de francos CFA, o que “pode condicionar a expansão do crédito”. João Aladje Mamadu Fadia falava no final da visita da missão do Fundo Monetário Internacional que está no país desde passado dia 21 de Março, para a quinta avaliação do programa denominado Facilidade de Crédito Alargado (FCA), apoiado pelo FMI. Na sua intervenção, João Aladje Mamadu Fadiá disse que o crescimento permaneceu forte e a posição orçamental melhorou-se significativamente. “A avaliação é positiva, mas mesmo assim não estamos nem eufóricos, nem vamos estar iludidos com esta declaração, porque os desafios são enormes. É verdade que em 2017, a economia cresceu razoavelmente em 5,9 por cento, mas notamos que em termos de troca, a economia deteriorou-se e houve pouca expansão do crédito, bem como o nível de crédito mal parado continua elevado, quer dizer que para este ano devemos continuar com esforços na arrecadação de receitas e na gestão prudente das despesas”. O Ministro do Estado e das Finanças do governo demitido avança, no entanto, que em 2018 será um ano difícil, tendo em conta que o país tem nível de importação elevado e o preço de petróleo está com a tendência altista, para um país dependente de caju em termos da exportação, sobretudo numa altura em que o preço da referência no mercado internacional neste momento não está melhor do que no ano passado. “Se há alguma novidade nessa missão para além da avaliação é a prorrogação ou extensão do programa para mais um ano. Também é a primeira vez que a Guiné-Bissau executa integralmente um programa com Fundo Monetário Internacional. Tivemos cinco avaliações e todas foram positivas na perspectiva do FMI”, sublinhou Fadia. Mamadu Fadia diz acreditar que se as duas avaliações previstas na extensão do programa com FMI para o mês de Junho e Dezembro do ano em curso forem positivas, o país poderá beneficiar de um montante de 8,8 milhões de dólares americanos. Acrescenta neste particular que a continuidade do programa do FMI tem o seu valor junto de outros parceiros multilaterais, sendo que é um indicador que mostra que é possível negociar outros projetos e garantias porque estão a ser implementadas boas políticas macroeconómicas e financeiras. Por: Aguinaldo Ampa
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