9 Abril 2020

Economia poderá crescer até 5,8%

Esta nota trimestral reflete os dados conjunturais até março de 2016 e contém a evolução dos principais indicadores chaves da economia da Guiné-Bissau, caracterizada pela diminuição das receitas e despesas públicas, uma ligeira melhoria na balança comercial e uma diminuição dos ativos externos líquidos e a massa monetária. Quanto ao Índice de Preço no Consumidor este situa-se em 1,3%. A União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), projeta em 2016 uma taxa de crescimento económico de 7,2%, contra 6,6% em 2015. A aceleração do ritmo de crescimento do ano 2016 se justifica pelo reforço dos investimentos nas infra-estruturas e a boa dinâmica da produção agrícola, industrial e de serviço. Economia nacional. A Guiné-Bissau deverá registar no ano em curso um crescimento de 5,8% da sua economia, após uma aceleração verificada em 2015. A produção, a exportação e o preço externo favorável da castanha de caju constituirão os principais factores desse crescimento. Preços. A trajetória descendente que vinha sendo verificada desde 2012 deverá manter-se, sendo previsível que no final deste ano o seu valor venha a ficar abaixo do nível projetado (1,3%) e abaixo da norma da UEMOA (3,0%). Finanças Públicas. As receitas totais e donativos atingiram 16.6 mil milhões de FCFA contra 21.9 mil milhões de FCFA no mesmo período do ano anterior, ou seja, registou-se uma diminuição de 24,0%. Esta diminuição tem a ver com decréscimos nas receitas correntes e nos donativos, em 9,2% e 57,3%, respetivamente. As despesas totais diminuíram em 27,8%, situando-se em 22.5 mil milhões de FCFA em 2016 contra 31.2 mil milhões de FCFA no período homólogo de 2015. Esta situação prende-se com as diminuições registadas nas despesas de capitais em 62,3% e nas despesas correntes em 20,4%. Sector Externo. A balança comercial no primeiro trimestre de 2016 registou um défice de 18,5 mil milhões de FCFA. As importações no período registou uma diminuição de 3,8 mil milhões de FCFA em relação ao trimestre precedente, situando-se em 18,5 mil milhões de FCFA contra 22,4 mil milhões. Em termos homólogos as importações diminuíram-se em 1,4 mil milhões de FCFA. A diminuição das importações explica-se por declínio das importações dos produtos alimentares, de máquinas e equipamentos eletrónicos e outros produtos. No entanto, foi registado um aumento das importações dos combustíveis e lubrificantes, dos produtos de consumo intermediário e de materiais de construção. As exportações permaneceram fracos pois, dependem principalmente da campanha de comercialização da castanha de caju. A variação anual do valor das exportações tem diminuído de 11,4 mil milhões de FCFA, devido as exportações de madeira, excecionais, registados em 2015. Situação monetária. O primeiro trimestre de 2016 é caracterizado por uma diminuição de 27,1 mil milhões de FCFA, o crédito interno registou um aumento de 12,9 mil milhões de FCFA e por último a massa monetária também registou uma diminuição de 13,5 mil milhões de FCFA.    
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